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Vacina da Janssen: Anvisa mantém uso, independente de limitação dos EUA


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve manter a indicação de uso da vacina da Janssen (Johnson & Johnson) contra a covid-19 no Brasil. Dessa forma, a fórmula ainda pode ser aplicada em todos com mais de 18 anos. A informação foi divulgada na última sexta-feira (6), após os Estados Unidos limitarem o uso do imunizante.

Nos EUA, a vacina da Janssen somente pode ser aplicada naqueles indivíduos que não podem receber outra fórmula ou que escolheram recebê-la. A decisão está relacionada com os raros casos de coágulo sanguíneo — um dos seus efeitos adversos já conhecidos. A complicação é chamada como Síndrome de Trombose com Trombocitopenia (STT).

Anvisa mantém uso da vacina da Janssen para todos com mais de 18 anos (Imagem: Garakta-Studio/Envato)

Posição da Anvisa sobre vacina da Janssen

“Até o momento, os benefícios superam os riscos para todas as vacinas aprovadas pela Anvisa. Assim, nesse momento, a Agência não identifica a necessidade de ações regulatórias quanto à vacina da Janssen ou qualquer outra”, explicou a Anvisa em nota, segundo o jornal Folha de São Paulo.

Além disso, a Anvisa explicou que cabe ao Ministério da Saúde definir “a priorização de um imunizante em detrimento de outro” na campanha de vacinação. No momento, a Saúde ainda tem em estoque 8,8 milhões de doses da vacina contra a covid-19 e não emitiu novos detalhes referente ao uso.

Risco de coágulos sanguíneos

Sobre o efeito adverso rara, a Anvisa explicou que o risco de STT já era conhecido e que ele está descrito na bula do imunizante contra a covid-19 aprovada no Brasil. “São casos raríssimos, que geralmente ocorrem após exposição à primeira dose com vacina desta plataforma”, afirma.

Para além da fórmula da Janssen, a reação pode ser detectada em outros imunizantes de adenovírus, como a Covishield (AstraZeneca/Fiocruz). Em ambos os casos, este é uma evento bastante raro. Aqui, também cabe reforçar que a covid-19, por si só, pode causar quadros de trombose.

Inclusive, a agência explica que teve uma reunião com o órgão regulador dos EUA, a Food and Drug Administration (FDA), para entender se novas evidências foram descobertas. “Durante a reunião, foi informado que não há nova preocupação de segurança, mas diante do risco raríssimo de STT, a FDA entende que a utilização de outras vacinas naquele país devem ser priorizadas”, completou a Anvisa. Nos EUA, são priorizados os imunizantes de mRNA (RNA mensageiro), como o da Pfizer e o da Moderna.

Fonte: FDA e Folha de S. Paulo  



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