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Uber Eats começa a vender maconha para uso com fins recreativos no Canadá

A Uber anunciou que começará a vender maconha para usuários do seu aplicativo Uber Eats em Ontário, no Canadá. Os moradores locais poderão solicitar produtos feitos a base de cannabis via app por meio de uma rede varejista chamada Tokyo Smoke e retirar em uma das lojas próximas. Os produtos não podem ser entregues.

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Por enquanto, os pedidos deverão ser feitos pelo programa e buscados em uma hora, prazo no qual a Uber verificará a sua idade no aplicativo — se for menor de idade, não tem como comprar. Como a compra é feita pelo usuário, mediante a apresentação do documento de identidade, e por isso não é possível recorrer à entrega por motoboys. Para a Uber, a parceria com a Tokyo Smoke ajudá os adultos no país a comprar o produto de forma legal, segura e com garantia de procedência.

Canadenses poderão comprar maconha via Uber Eats (Imagem: Eggbank/Unsplash)

Estima-se que o mercado de maconha do Canadá movimente cerca de US$ 4 bilhões (mais de R$ 22 bilhões) por ano, valores que podem chegar a US$ 6,7 bilhões em 2026, segundo a empresa de pesquisa da indústria BDS Analytics. Conforme apurou a BBC, o montante teria crescido bastante de 2020 até hoje em razão da pandemia, quando as pessoas precisaram enfrentar o lockdown e apelavam para a droga como forma de diversão.


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A legislação do país permite o uso da substância para fins recreativos desde 2018, mas os usuários não têm permissão para revendê-la. Além disso, os locais de comercialização são fiscalizados e estão submetidos a uma série de regras impostas pelo governo do Canadá.

Maconha por delivery em outros países?

A empresa ainda não decidiu se vai ampliar a oferta para outras regiões canadenses, nem se pretende levar a novidade para outros países que tenham legalizado o uso recreativo da droga. O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, já declarou anteriormente ter interesse na distribuição nos Estados Unidos assim que a legislação permitir.

No Brasil, o uso da cannabis é ilegal e usuários com finalidades medicinais precisam de permissão da justiça para adquirir o produto. Há movimentos sociais que tentam sensibilizar os parlamentares para liberar a substância, apontada como uma questão de saúde pública e não de polícia, mas não existe nenhuma previsão de legalização.

Leia a matéria no Canaltech.

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