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Transplante de fezes é capaz de reverter sinais da idade em ratos


Formas de se manter jovem, recuperar o vigor da juventude ou impedir que os efeitos da idade atinjam nossos corpos são procuradas há centenas, talvez milhares de anos. Os métodos mais bizarros incluem banhos de sangue e passar muco de lesmas no rosto. O mais curioso, no entanto, é que um método recente encontrado por cientistas é tão bizarro quanto: é o transplante de fezes, ou da microbiota fecal, mais especificamente.

Até o momento, a técnica mostrou bons resultados apenas em roedores, quando os pesquisadores transportaram micróbios dos intestinos de ratos mais jovens para ratos mais velhos, melhorando a saúde visceral dos animais e reduzindo problemas oculares, intestinais e cerebrais após o transplante. O estudo foi publicado no periódico científico Microbiome.

Os roedores tiveram melhorias na visão, no cérebro e nos intestinos após o transplante de indivíduos mais novos para mais velhos (Imagem: Karsten Paulick/Pixabay)

Flora intestinal e idade

A relação entre a microbiota — ou flora — intestinal e a idade já é algo conhecido há algum tempo, e pesquisas já apontavam uma relação entre os micróbios dos intestinos humanos e a saúde no envelhecimento, levando muitas companhias a vender probióticos que ajudam na proliferação de bactérias “boas” para as vísceras. Muitas doenças têm ligação com mudanças no tipos de bactéria, vírus, fungos e outros micróbios presentes em nosso corpo, algumas delas ligadas ao envelhecimento.

A novidade trazida pelo estudo é um envolvimento mais direto dos microorganismos e a idade, além de uma solução em potencial na forma de terapia de substituição. A questão, é claro, é que o tratamento mostrou eficiência apenas em roedores até o momento, e seria necessário o sucesso de um futuro teste em humanos para começarmos a pensar em aprovar esse procedimento em nossos idosos.

Os cientistas estão, no momento, buscando entender por quanto tempo esses efeitos positivos podem durar, além de identificar os componentes benéficos das microbiotas jovens e seus efeitos em outros órgãos do corpo. Vale lembrar que as microbiotas dos ratos jovens e idosos do estudo haviam sido enriquecidas com bactérias benéficas, associadas com boa saúde nos roedores e também em humanos.

Escherichia coli, uma das muitas espécies de bactérias presentes no intestino humano (Imagem: Rocky Mountain Laboratories/Domínio Público)
Escherichia coli, uma das muitas espécies de bactérias presentes no intestino humano (Imagem: Rocky Mountain Laboratories/Domínio Público)

A análise dos produtos que as bactérias geram ao quebrar elementos da nossa dieta também foi feita pelos cientistas, descobrindo mudanças importantes no metabolismo de vitaminas e lipídios (ou gorduras) que podem estar ligados às mudanças de células inflamatórias nos olhos e no cérebro. Para saber se esses efeitos poderão ser observados em humanos, resta esperar pesquisas futuras.

Fonte: Microbiome



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