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Rover Curiosity faz manobra em Marte para evitar “costas de jacaré”


O rover Curiosity da NASA, que chegou ao planeta Marte em 2012, precisou realizar uma manobra para evitar um terreno repleto de rochas afiadas que poderiam danificar ainda mais suas rodas. O robô vem explorando o Monte Sharp desde 2014, mas enquanto subia a encosta sul ele se deparou com o terreno desafiador.

O robô estava em uma área chamada Greenheugh Frontment, onde encontrou principalmente blocos de arenito. No entanto, no dia 18 de março, a equipe responsável pela missão avistou um terreno coberto de rochas afiadas pelo erosão dos ventos, estruturas chamadas ventifatos.

Imagem registrada pela câmera Mastcam do Curiosity em 23 de março desse ano (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)

No começo de sua missão, o robô se deparou com estruturas similares e suas rodas foram um pouco prejudicadas, mas agora ele se encontrou uma quantidade bem maior de ventifatos. Para evitar que o rover danificasse ainda mais suas rodas ao atravessar o terreno, a equipe, então, decidiu mudar o percurso do Curiosity.

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Essas estruturas são feitas de arenito, a rocha mais dura que o rover já encontrou na superfície marciana desde que pousou na Cratera Gale em agosto de 2012. Por conta da aparência escamada do terreno, a equipe da missão apelidou a área de “costas de jacaré”.

Recuando para a avançar

Até então, a equipe da missão usava imagens obtidas por satélites na órbita de Marte para traçar um caminho seguro para o rover, mas somente quando o ele se aproximou do lado sul do Monte Sharp — uma subida levemente inclinada de 2 km — é que o terreno perigoso se revelou.

A equipe da missão apelidou a região com rochas afiadas de “costas de jacaré” (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)

O Curiosity até conseguiria atravessar o escamoso terreno, mas isso danificaria bastante suas rodas e ameaçaria a vida útil do robô. Por isso a equipe estabeleceu um novo percurso. O rover foi enviado a Greenheugh Frontment para entender como a encosta se formou.

Essa área fica próxima a Gediz Vallis Ridge, uma região que os cientistas planetários acreditam ter se formado pelos detritos que desceram do Monte Sharp, talvez até pela água quando Marte ainda tinha água líquida em seu passado distante.

Nas próximas semanas, o Curiosity descerá a encosta e voltará para uma área segura já explorada, uma zona de transição entre um solo rico em argila e maiores concentrações de sulfato. Essa argila teria se formado quando o Monte Sharp ainda era úmido, e o sulfato quando Marte se tornava cada vez mais seco.

Abigail Fraeman, vice-cientista do projeto Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, disse que foi muito legal ver rochas que preservaram uma época em que os lagos estavam secando enquanto eram substituídos por riachos e dunas de areia.

Fonte: NASA, Via Space.com



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