Flash Sale! to get a free eCookbook with our top 25 recipes.

Review Renault Kwid 2023 | Pouco espaço, mas muita valentia


Quando lançado em 2017, o Renault Kwid veio para competir com o Fiat Mobi e o Volkswagen UP! em uma categoria recém-criada no Brasil e que já fazia algum sucesso na Europa: a de subcompactos.

São carros pequenos, com motorização 1.0 em sua maioria e equipados com um pacote de itens bem básico. O foco aqui é a mobilidade e não necessariamente o conforto e o luxo — bem longe disso, aliás.

O Renault Kwid 2023 (Imagem: Felipe Ribeiro/Canaltech)

Essa receita, a princípio, deu algum resultado para todas as marcas, com exceção ao Volkswagen, que foi descontinuado em nosso mercado. O Kwid, por sua vez, segue vendendo bem e atendendo pessoas que não querem pagar tanto por um carro 0km.

Os carros ficaram caros, é verdade, e nem mesmo o Kwid escapou desses aumentos. Ainda assim, ele ainda é a opção mais em conta para quem precisa de um veículo para o dia a dia, sobretudo por sua economia e valentia, já que tem características interessantes.

Prós

  • Praticidade
  • Agilidade
  • Consumo
  • Bom pacote de equipamentos
  • Design

Contras

  • Espaço interno
  • Acabamento
  • Preço alto demais para a categoria

Conectividade e Segurança

O Renault Kwid 2023 evoluiu discretamente, mas isso não quer dizer que as mudanças no dia a dia não façam diferença. Logo de cara, é possível perceber a nova central multimídia de 8 polegadas, a mesma que equipa o Sandero e o Logan, munida de Android Auto e Apple CarPlay com fio.

A tela, que tem um bom tamanho para o porte do carro, tem uma resolução apenas OK e seu sistema funciona bem, apesar de que, a essa altura do campeonato, poderia ser melhor, já que tivemos alguns engasgos. A interface é bem intuitiva e há a possibilidade de conferir seu consumo e nota de condução por ali.

Central multimídia do Kwid cumpre bem o seu papel, mas deixa a desejar em comparação a do rival Mobi (Imagem: Felipe Ribeiro/Canaltech)

Em uma comparação com o seu rival direto, o Fiat Mobi, que tem a central multimídia idêntica à da Fiat Strada, há uma grande desvantagem, já que o equipamento entregue pela montadora italiana traz mais qualidade, além do espelhamento sem fio.

Entretanto, foi na segurança que o carrinho francês se destacou, já que, na versão 2023, traz de série quatro airbags, controles de estabilidade e tração e o assistente de partida em rampa, itens interessantes para um modelo dessa categoria.

Por ser um veículo de entrada, não esperaríamos tantos apetrechos tecnológicos, mas é possível considerar o Renault Kwid 2023 bem equipado, já que há além do básico para a vida no trânsito.

Cluster do Kwid ganhou novas grafias e detalhes em LED (Imagem: Felipe Ribeiro/Canaltech)

Os itens de segurança e tecnologia são complementados pelo sistema ISOFIX, ajustes elétricos dos retrovisores, aviso de cinto de segurança, travamento central das portas e monitoramento da pressão dos pneus.

Conforto e Experiência de Uso

O Renault Kwid é um carro pequeno e apertado, mas quem vai comprá-lo sabe muito bem disso. Suas medidas não mentem e a proposta de ser um carro essencialmente urbano é confirmada a cada vez que entramos nele. Há, porém, muito o que se falar da vida com esse carrinho.

Ter um Kwid no dia a dia é muito agradável, sobretudo se você quer praticidade, agilidade e economia. Ele é um carro gostoso de guiar, graças à direção elétrica e ao bom motor 1.0 de 71cv e 10 kgf/m de torque. Por ser um veículo leve, pesando apenas 820kgs, a sensação de rapidez é notória.

O motor 1.0 do Kwid recebeu atualizações e segue muito valente (Imagem: Felipe Ribeiro/Canaltech)

O consumo, então, é ainda mais atraente. Em nossos testes, chegamos a bater médias de 10 km/l no etanol no uso urbano. Já na estrada e vias expressas, chegamos a marcar 17 km/l, sempre com um modo de condução padrão, sem muitos esforços para evitar forçar o carro.

Quando precisamos de mais velocidade, o câmbio manual de cinco marchas foi um grande aliado, já que suas trocas são precisas e ajudam a entregar a força necessária para ultrapassagens. Nas subidas, porém, sentimos que falta vigor. Não existe fórmula mágica nesse caso.

A vida dentro do Kwid na fileira de trás é bem apertada (Imagem: Felipe Ribeiro/Canaltech)

Em termos de espaço interno, pense no Kwid como um carro para solteiros, no máximo um casal com filho pequeno. O entre-eixos de 2,42m não é convidativo e faz com que pessoas de mais de um 1,80m tenham uma vida bem apertada por ali.

O porta-malas, por sua vez, é o que se espera de um carro subcompacto, com 290 litros. Dá para fazer a compra do mês e colocar mais uma ou outra coisa. Ou seja, para o dia a dia, você não vai reclamar. Viajar, porém, é mais complicado.

A traseira do Renault Kwid não mudou, bem como seu espaço interno (Imagem: Felipe Ribeiro/Canaltech)

Outro destaque sobre o Renault Kwid vai para o seu comportamento nas ruas esburacadas de São Paulo. Por ter um bom vão-livre do solo (18,5cm) e ângulos de ataque e saída parecidos com os de um SUV (24,1º e 41,7º), o carrinho francês não faz feio e esbanja valentia. A suspensão também foi muito bem pensada para o uso no Brasil.

Os itens de conforto são contemplados pelo ar-condicionado, câmera de ré, bancos bipartidos, vidros dianteiros elétricos e sistema start-stop.

“O Renault Kwid é extremamente ágil e se mostra como uma boa opção de carro urbano, principalmente por seu baixo consumo de combustível”

— Felipe Ribeiro

Design e Acabamento

O Renault Kwid 2023 ficou mais bonito e moderno quando pensamos em design. A montadora francesa acertou em cheio nessa reestilização, sobretudo na dianteira, local onde ele mais mudou. O grande destaque vai para as luzes diurnas de LED, de série em todas as versões.

As rodas de liga leve da versão Intense também são bem bonitas e casam bem com o conjunto. Na unidade avaliada pelo Canaltech, a carroceria era bi-tom, um dos opcionais dessa versão.

Cabine do Kwid agrada, mas não espere materiais de extrema qualidade (Imagem: Felipe Ribeiro/Canaltech)

Já no interior, há o uso de black piano no painel e portas para trazer mais sofisticação, mas a proposta do projeto é ser simples — e ele é. Muito plástico e barulhos que podem incomodar no longo prazo. Novamente, não existe fórmula mágica por aqui.

E por falar em barulhos, o Kwid é um projeto oriundo da Índia, país onde realizou sua estreia. E, como o foco do carro é em mercados emergentes, seria natural que a Renault não caprichasse tanto em alguns aspectos. Percebe-se, dentro ou fora, que tudo parece bem frágil, apesar de não termos tido qualquer problema no uso.

Bancos do Kwid tem relativo conforto e misturam materiais (Imagem: Felipe Ribeiro/Canaltech)

Mas, pensando no longo prazo, é possível que seus usuários passem a reclamar de barulhos e rangidos vindos da lataria e painel interno.

Concorrentes

O principal concorrente do Renault Kwid no mercado nacional é o Fiat Mobi, tanto em porte quanto em proposta. Seu preço varia de R$ 62 mil a R$ 72 mil. A Renault, porém, afirma que com a versão Outsider, a topo de gama, clientes de segmentos maiores podem se interessar. A ver.

Renault Kwid 2023: Vale a pena?

Por mais simples que ele seja, o Renault Kwid 2023 vale muito a pena quando pensamos em um meio de transporte com relativa segurança e conforto, mas com muita agilidade e praticidade.

Seu bom desempenho na cidade e excelente consumo de combustível o tornam muito atrativo, sobretudo para pessoas que usam demais o carro no dia a dia. Entretanto, se você precisa de espaço e potência, esqueça o Kwid e pense em modelos de segmentos superiores.

O Renault Kwid 2023 está à venda em todo o Brasil por preços que variam entre R$ 58 mil e R$ 68 mil.

No Canaltech, o Renault Kwid Intense 2023 foi avaliado graças a uma unidade gentilmente cedida pela Renault do Brasil.



Veja mais