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Review iPhone 13 | Em time que está ganhando, a Apple muda pouco

A série iPhone 13 foi anunciada em setembro com quatro modelos, repetindo a geração anterior. A Apple focou em melhorar o que já havia agradado em 2020 e trouxe celulares com poucas novidades em relação aos antecessores, com praticamente o mesmo design e configurações.

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Entre as principais novidades estão a redução do notch, cerca de 20% menos largo, câmeras com hardware melhorado para aumentar a sensibilidade à luz, e bateria maior. Além disso, a evolução de sempre no chip que abriga processador, GPU e outros componentes, apesar de este ano o salto ter sido mais modesto.

Nos próximos parágrafos, eu conto como foi minha experiência com o iPhone 13 e analiso, quesito a quesito, se vale a pena fazer o upgrade do 12 para a nova versão. E claro que você também consegue descobrir se vale a pena trocar uma geração mais antiga. Veja a minha análise do novo celular da Apple na versão chamada de base, e descubra se — ou quando — vale a pena comprar o novo smartphone da Maçã.


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  • Confira ofertas para o iPhone 13

Prós

  • Bateria para mais de um dia
  • Desempenho de sobra
  • Ótimo conjunto de câmeras
  • Tela excelente
  • Rede 5G disponível

Contras

  • Preço muito alto
  • Pouca novidade em relação ao antecessor
  • Carregador comprado a parte

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Design e Construção

Visual do iPhone 13 é quase o mesmo de seu antecessor (Imagem: Ivo/Canaltech)

A Apple retornou ao design clássico do iPhone 4 em 2020, ao lançar a série 12 com laterais retas. Isso ajuda a reduzir consideravelmente o tamanho final do produto, que fica com boa pegada e continua relativamente compacto mesmo com uma capinha. O iPhone 13 não mudou quase nada do visual de seu antecessor, exceto por alguns detalhes na frente e na traseira.

Começando pela parte de trás, os elementos do módulo da câmera foram levemente reposicionados. Em vez de duas lentes em fila vertical, elas agora ficam na diagonal, o que permitiu o uso de sensores maiores em ambas. O flash LED, que ficava ao lado e na altura bem entre as duas câmeras, agora mais próximo do topo. Por fim, no lugar do que antes era a câmera de baixo está um microfone de redução de ruídos.

De resto, nada mais mudou na parte traseira, que ainda tem o logo da Apple bem no centro e um acabamento em vidro levemente fosco. Eu testei o modelo na cor rosa, e há opções também em azul, meia-noite (preto), estelar (branco) e vermelho. As laterais, em alumínio, seguem sempre a mesma cor da traseira, podendo ter uma tonalidade um pouco diferente por conta do material.

Redução do notch

Notch do iPhone 13 ocupa menos espaço da barra de status (Imagem: Ivo/Canaltech)

Na frente também há uma novidade. Depois de quatro gerações sem mexer no famigerado notch, a Apple finalmente reduziu um pouco o espaço ocupado pela “franja” na tela. Isso teoricamente abriria espaço para mais ícones de notificação, mas não notei diferença neste sentido: o lado direito ainda tem os mesmos três marcadores (nível de bateria e sinais Wi-Fi e de rede), enquanto o esquerdo segue apenas com o relógio.

Talvez seja uma política da Apple não exibir ícones de notificação na parte superior da tela para evitar que o usuário perca o foco enquanto usa o celular. Mas também pode ser que eu não tenha notado quando eles apareceram ali, talvez por ficarem escondidos dentro de outros apps, surgindo apenas na tela inicial. Falo mais sobre o ganho de espaço na tela no tópico dedicado ao display.

  • Dimensões: 146,7 x 71,5 x 7,7 mm
  • Peso: 174 gramas

De resto, o iPhone 13 é praticamente um relançamento do Apple iPhone 12 com alguns componentes internos atualizados. Até as dimensões são as mesmas, tirando a espessura, agora 0,3 mm maior. O peso também aumentou um pouco, de 164 gramas para 174 gramas na versão 2021. Certificação IP68 contra poeira e resistência a até 6 metros de profundidade de água por 30 minutos também se repete.

A Apple também não mudou a posição dos botões e até da gaveta de chips, bem como o conector do cabo de dados e energia e a saída de som estão todos no mesmo local. Ou seja, o volume fica na lateral esquerda, bem acima da gaveta; o botão de acender a tela fica à direita. Na parte de baixo você encontra a porta Lightning, no centro, e uma das saídas de som, à direita, enquanto o microfone está à esquerda.

Uma observação: eu testei o modelo americano, com suporte ao 5G mmWave, que possui uma antena extra na lateral direita, um pouco abaixo do botão que acende a tela. Por isso você pode ver o que parece um sensor nesta região do aparelho nas fotos que ilustram esta análise, inexistente no modelo vendido no Brasil.

Tela

iPhone 13 tem tela semelhante à de seu antecessor (Imagem: Ivo/Canaltech)

Quase nada muda na tela, além da redução do notch. Para o conteúdo em si, a invasão de menos borda na parte superior da tela significa que os jogos em tela cheia ficam com uma área menor coberta. Eu até senti um pouco mais de conforto ao jogar, mas não é algo que mudou a minha experiência para justificar uma troca do iPhone 12 para o novo, por exemplo.

Como já mencionado, também não me pareceu que o espaço foi bem aproveitado para aumentar a quantidade de ícones de notificação na barra de status. Ou seja, a redução do notch é muito mais estética, sem grandes vantagens práticas. Você até sente um pouco menos de aperto nos itens da barra de status, mas não é uma mudança transformadora. Ainda vale a pena economizar um pouco nos modelos antigos se a sua atração pelo iPhone 13 for apenas pelo recorte menor.

De resto, você tem a mesma experiência do iPhone 12 e antecessores com display OLED: cores naturais, graças à tecnologia True Tone, e excelente contraste, pela junção do HDR10 com o tipo de painel. A resolução ainda oferece densidade de pixels até maior do que a mínima recomendada por especialistas, o que garante uma nitidez ótima.

O que mudou é a intensidade do brilho, que pode chegar ao pico de 1.200 nits (como o antecessor) com o HDR ativado. O brilho máximo típico fica em 800 nits — o iPhone 12 chegava a 625 nits neste caso. Em resumo, você tem uma visualização mais confortável em ambientes mais iluminados.

Tela do iPhone 13 possui painel OLED (Imagem: Ivo/Canaltech)

Um fator que pode levar alguns usuários a optarem por um Android é a taxa de atualização. O iPhone 13 segue com os 60 Hz de sempre, que não é ruim, mas pode não ser suficiente para quem já se acostumou com fluidez maior. Aí, a alternativa é o iPhone 13 Pro ou um celular com o sistema operacional do Google, que já oferece 90 Hz ou mais até mesmo em modelos intermediários de baixo custo.

Enfim, o iPhone 13 mantém o alto padrão em qualidade de tela que estamos acostumados a ver em celulares da Maçã. Seja para jogar, assistir a filmes e séries ou apenas para navegar na internet, você sabe que vai ter um display incrível quando tem um smartphone da Apple em mãos. Mas repito a observação do início deste tópico: se você quer trocar o celular ou está atrás de um iPhone, não precisa investir no 13 logo de cara unicamente por conta da tela. As gerações anteriores também são muito boas neste quesito.

Especificações técnicas da tela

  • Tamanho: 6,1 polegadas, 90,2 cm² de área, aproximadamente 86% de proporção da área frontal;
  • Tecnologia do painel: Super Retina XDR OLED;
  • Resolução e proporção: Full HD (1170 x 2532 pixels), 19,5:9;
  • Densidade aproximada: 460 pixels por polegada;
  • Extras: vidro resistente a riscos, revestimento oleofóbico, HDR10, True Tone, ampla tonalidade de cores (P3).

Configuração e Desempenho

iPhone 13 tem o processador mais poderoso já usado em um celular (Imagem: Ivo/Canaltech)

Como acontece todo ano, a Apple lançou um novo chip com poder de processamento de dados e gráficos ainda maior que o antecessor. Mas a verdade é que o iPhone já tem boa folga em potência e consegue lidar com praticamente qualquer desafio proposto a ele, como um jogo ou uma tarefa pesada como a renderização de um vídeo.

É fato que o iPhone não é um simples computador de bolso. O celular tem uma finalidade bem específica, que é conectar você com o resto do mundo, seja com uma chamada, um SMS ou pela internet. Mas não é, de forma alguma, um substituto do MacBook ou do iPad, estes sim desenvolvidos para tarefas mais complexas de criação e produção.

Eu forcei bastante o celular durante os testes, com troca entre jogos como Asphalt 9 e Jetpack Joyride, depois para PUBG Mobile e Sonic Racing, sempre com alguns bons minutos rodando em alto desempenho. Senti um pouco de aquecimento no aparelho, mas não cheguei a perceber quedas de quadros por conta disso. Esse problema talvez seja corrigido com atualizações futuras.

Sendo assim, por mais que o A15 Bionic tenha poder mais que suficiente para funcionar como um computador em uma tela grande, a Apple não tem interesse — ao menos até agora — de oferecer modo desktop, como fazem algumas fabricantes Android. Você consegue rodar jogos pesados com excelente fluidez e tempo de carregamento pequeno, mas não consegue fazer muito mais do que isso com o celular. Pensando na necessidade da maioria das pessoas, está mais do que suficiente.

Resultados do iPhone 13 no 3D Mark (Imagem: Felipe Junqueira/Captura de tela)

Os resultados em benchmark não apresentaram um salto tão grande desta geração para a anterior. O iPhone 13 marcou 10.238 pontos com 61,3 fps no Wild Life Unlimited pelo 3D Mark, contra 9140 pontos e 54,7 fps do seu antecessor no mesmo teste. Já na versão Extreme, o resultado foi de 2.344 pontos com 14 fps no novo modelo, contra 2.083 pontos e 12,5 fps no iPhone 12. Resultados melhores, mas não tão significativos.

Sempre bom lembrar que o desempenho ainda pode melhorar conforme a Apple lançar atualizações de software que consigam explorar mais o potencial do chip A15 Bionic. Além disso, é bom saber que há um celular ainda mais potente que outro disponível, já que aumenta a durabilidade do dispositivo. Ainda assim, acredito que o iPhone 12 já está de bom tamanho para a maior parte das pessoas hoje em dia, e continuará assim por, pelo menos, mais um ano.

Especificações técnicas do iPhone 13

  • Sistema operacional: iOS 15;
  • Plataforma: Apple A15 Bionic (5 nm);
  • Processador: Hexa-core (2x 3,22 GHz Avalanche + 4x Blizzard);
  • GPU: Apple GPU de 4 núcleos;
  • RAM: 4 GB;
  • Armazenamento: 128 GB, 256 GB ou 512 GB.

O novo chip da Apple é fabricado em litografia de 5 nanômetros e tem processador com seis núcleos, assim como o A14 Bionic. Muda a velocidade máxima e arquitetura dos núcleos, que podem chegar a 3,22 GHz — nada muito maior que os 3,1 GHz do antecessor. A GPU deste modelo tem quatro núcleos (um a menos que o Pro) e a Neural Engine tem 16 núcleos, repetindo a geração do ano passado. Vimos que a diferença não é tão absurda pelos testes de benchmark.

Além disso, o iPhone 13 continua com a mesma quantidade de memória RAM, com 4 GB. Mudaram as opções de armazenamento, que vai de 128 GB a 512 GB.

Interface e sistema

iOS 15 tem poucas novidades para a interface do iPhone 13 (Imagem: Ivo/Canaltech)

O iPhone 13 já vem com o iOS 15 instalado de fábrica. A versão mais recente do sistema operacional móvel da Apple trouxe poucas novidades práticas, e foca mais em mudanças que você vai notar pouco. Entre as principais estão os novos perfis para lidar com notificações — você pode ajustar para receber mais ou menos alertas dependendo do que estiver fazendo no momento.

O Canaltech já explicou todas as novidades do iOS 15, com todas as funções bem detalhadas. Todos os modelos desde o iPhone 6S foram atualizados, então não há nada que o 13 tenha neste sentido que esteja ausente em outras versões de celulares da Apple.

Este, aliás, é talvez o maior ponto forte dos modelos da Maçã sobre seus concorrentes: atualmente, a Apple oferece até seis anos de atualização do sistema. Uma vez que os aparelhos chegam ao mercado com poder de sobra em seu interior, você sabe que terá um smartphone de alta durabilidade, que poderá usar por mais de cinco anos sem se preocupar com segurança ou desempenho — desde que não seja muito exigente, neste segundo caso.

Câmeras

Câmeras traseiras do iPhone 13 ficam “na diagonal” (Imagem: Ivo/Canaltech)

O “novo sistema de câmera dupla mais avançado até hoje” propagandeado pela Apple não é nada mais do que quase o mesmo conjunto do ano passado, com algumas novidades. A primeira eu já expliquei: para aumentar o sensor principal, a empresa deslocou a lente para o lado, deixando-a em um ângulo de 45° em relação à super grande-angular.

Ambas continuam com os 12 MP da geração anterior, mas há algumas mudanças que ajudam a garantir mais qualidade de imagem em diferentes ambientes. A ultra wide, que fica em cima, tem um sensor mais veloz e consegue captar mais detalhes nas áreas escuras das fotos. A principal, chamada de grande-angular, captura 47% mais luz. O sistema ainda tem estabilização óptica de imagem por deslocamento do sensor, para reduzir as tremidas na hora da captura.

No geral, as fotos são muito boas em diferentes condições de iluminação. O único problema mais sério que eu notei foi a necessidade de um cuidado maior ao clicar com a câmera de campo de visão mais aberto. Pela posição da lente e dependendo da maneira que você segurar o aparelho, a chance de aparecer a ponta de um dedo é bem grande. Nada muito grave, claro: com o tempo você se acostuma e aprende a segurar o dispositivo de maneira que não atrapalhe suas fotos.

Uma coisa que eu notei durante os testes é que o modo retrato parece estar com as cores um pouco mal calibradas. Algumas fotos com este recurso ficaram com saturação bastante exagerada e com a nitidez que lembra o embelezamento forçado da selfie de alguns aparelhos Android. Não sei se foi algum problema pontual, ou se a luz no momento da captura deixou o algoritmo do aparelho um pouco perdido. Ainda assim, no geral, o Bokeh funciona muito bem.

Principal | 12 MP

Câmera principal tem alto nível de detalhes (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

Não notei muita diferença na qualidade das fotos do iPhone 13 em comparação com seu antecessor. Em ambientes bem iluminados, o aparelho da Apple segue como um dos melhores celulares para tirar fotos da atualidade, com altíssimo nível de detalhes, alta faixa dinâmica e cores realistas. A foto fica muito próxima ao que você enxerga a olho nu — ou, dependendo da sua visão, gera imagens até mais detalhadas.

A grande diferença em relação ao iPhone 12 está nas fotos com pouca luz. O modo noturno se beneficia da maior sensibilidade à luz aliada à estabilização óptica pelo sensor e consegue resultados mais nítidos.

Super grande-angular | 12 MP

Ultra wide do iPhone 13 tem qualidade muito próxima da principal (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A ultra wide é praticamente a mesma câmera de campo de visão maior do iPhone 12. O sensor entrega fotos com qualidade muito próxima à principal, com boa riqueza de detalhes e alta faixa dinâmica, além de cores também realistas. Não fosse a abertura de lente menor, que permite passar menos luz, você talvez nem notaria que a foto foi tirada com a câmera secundária, em vez da principal com alguns passos dados para trás.

Sim, porque apesar de compensar bem no tempo de exposição e ISO, o iPhone 13 não tira exatamente a mesma foto com cada câmera. Aliás, isso acontece até mesmo com a mesma lente: se você pegar uma câmera profissional e tirar uma foto com abertura f/1.6 e outra com f/2.4, compensando a diferença de luz com ISO e exposição mais altos, vai ter duas fotos levemente diferentes. São mudanças bastante sutis, que olhos mais treinados conseguem captar.

Selfies | 12 MP

Celular da Apple é um dos melhores do mercado para tirar selfies (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A câmera frontal segue o padrão que já vimos nas outras duas câmeras: excelente nível de nitidez, cores realistas e alta faixa dinâmica. O iPhone 13 não esconde marcas no seu rosto, mas também não as destaca de maneira exagerada. São autorretratos muito bons, e não é a toa que os celulares da Apple estão entre os melhores para tirar selfies.

É claro que nem tudo é perfeito e há pontos fracos. Com pouca luz, a imagem já fica bastante escura e pode haver perda de detalhes no seu rosto, especialmente se você não conseguir aproveitar a iluminação disponível a seu favor. E isso só piora ao usar o modo retrato, que precisa de ainda mais iluminação do que as fotos “normais”.

Vídeos

A gravação de vídeos tem um recurso que é destacado pela Apple, chamado modo cinema. Trata-se, basicamente, de um efeito de profundidade com desfoque entre pessoas no quadro, como a gente vê em filmes. O celular consegue transitar de maneira suave entre o foco numa pessoa em primeiro e segundo plano. Isso é feito de maneira automática, caso quem está em primeiro plano olhar para trás, ou manualmente, se você tocar na tela. Este modo ainda grava em HDR Dolby Vision.

O recurso não funciona de maneira muito boa ainda, com algumas falhas casuais. Mas é possível corrigir posteriormente na edição, quando você pode escolher os pontos de foco novamente, caso não tenha gostado do resultado. Ah sim, e este modo exige ótima iluminação, como se fosse a gravação de um filme ou série mesmo. Não adianta colocar algumas lâmpadas extras no seu quarto, precisa de intensidade bem alta e boa distribuição para ele reconhecer os pontos de foco corretamente.

De resto, você tem as mesmas opções de resolução e taxa de quadros da geração anterior, chegando ao 4K a 60 fps, com várias opções de captação que consome menos espaço, também. O modo cinematográfico só grava em 1080p a 30 quadros por segundo.

Especificações técnicas das câmeras

  • Principal: 12 MP, abertura f/1.6, 26mm (wide), sensor de 1.7µm, foco PDAF dual pixel, estabilização de imagem óptica por deslocamento do sensor;
  • Ultra wide: 12 MP, abertura f/2.4, campo de visão de 120˚, 13mm (ultrawide);
  • Selfies: 12 MP, abertura f/2.2, 23mm (wide), sensor de 1/3.6″;
  • Vídeos: 4K a 24, 30 ou 60 fps e 1080p a 30, 60, 120 ou 240 fps (principal); 4K a 24, 25, 30 ou 60 fps e 1080p a 30, 60 ou 120 fps (frontal).

Sistema de Som

O sistema de som é mais um quesito em que não há muita novidade. O iPhone 13 tem som estéreo, com alto-falante inferior e outro na parte superior da tela, onde ouvimos nossos interlocutores em chamadas de voz.

Mas não basta, para a Apple, oferecer apenas um sistema de som estéreo. Ela também promete um áudio espacial, ou seja, você se sente dentro da mídia que está em reprodução, no caso de filmes e séries, especialmente, ou mesmo jogos. O iPhone 13 consegue passar a sensação de que o som saiu do seu lado ou até de trás de você, e assim dá uma ideia de imersão na história.

E para o caso de você preferir áudio externo, fica uma limitação: nada de conector P2 para fones de ouvido. Você pode procurar um adaptador P2/Lightning ou usar dispositivos wireless, aproveitando a conexão Bluetooth 5.0.

Bateria e Carregamento

Depois de alguns anos sem trazer novidades em bateria, a Apple finalmente promete aumento no tempo de uso de sua nova geração lançada em 2021. Segundo a companhia, o iPhone 13 pode oferecer até 2,5 horas a mais do que o iPhone 12, graças a uma série de fatores, sendo que o principal é a otimização do chip A15 Bionic. Mas o novo modelo também tem carga maior que seu antecessor, subindo de 2.815 mAh para 3.240 mAh, um ganho de pouco mais de 400 mAh.

Deu para notar que há um aumento no tempo de uso pelos testes que eu fiz. Na reprodução de vídeos pela Netflix, o tempo estimado ficou em 23 horas, 3 horas a mais do que o Apple iPhone 11 já atualizado para o iOS 15 — o iPhone 12 tem, segundo a Apple, duração semelhante a seu antecessor. Lembrando que este teste é um prognóstico que fazemos com 3 horas de reprodução em tela com brilho a 50%.

Em outro teste que fizemos em reprodução na Netflix, desta vez com o chip instalado, o tempo estimado ficou consideravelmente mais baixo, em 18 horas — o que mostra bem claramente como os resultados podem variar bastante, mesmo em condições pouco alteradas. Enfim, mesmo com o resultado mais baixo, dá para ver que a duração chega a, pelo menos, um dia. Afinal, quem fica tanto tempo assistindo a vídeos, né? E mesmo com outras atividades, o tempo de uso em si está excelente.

Uso da bateria após um dia de uso do iPhone 13: 77% de carga restante (Felipe Junqueira/Captura de tela)

Também fiz um teste de uso real, com um dia de expediente experimentando o iPhone 13. E aí o aparelho já está com jogos, mensageiros, redes sociais e vários aplicativos instalados e configurados. Todos mantidos no modo padrão, com push de notificações normal.

Eu tirei o aparelho da tomada às 9:20 e forcei bastante o celular da Apple, especialmente em jogos e redes sociais. Por volta das 18h, ele tinha 77% de carga restante, com 5 horas de tela ativa. Um resultado bastante interessante, principalmente considerando o período em que fiquei jogando, de quase 2 horas entre Jetpack Joyride, Asphalt 9 e Sonic Racing.

Dito isso, dá para dizer que o iPhone 13 tem bateria suficiente para dois dias de uso normal. Claro que o consumo varia bastante de acordo com intensidade do sinal de rede, brilho da tela e até apps que você usa com mais frequência. Mas se ele aguentou bastante jogatina e ainda encerrou consideravelmente longe dos 50%, é porque a carga segura bem mesmo com bastante exigência.

Não dá para falar muito em tempo de recarga porque o iPhone 13 não tem carregador na caixa. O dispositivo possui suporte ao carregamento com fio de até 23 W e, segundo a Apple, pode chegar a 50% em 30 minutos. Sem fio, a recarga pode aguentar até 15 W com o MagSafe, e fica limitada a 7,5 W com o padrão Qi.

Concorrentes Diretos

Os rivais do iPhone 12 são os modelos que levam o nome de cada série topo de linha de fabricantes concorrentes. Na Samsung, tem o Galaxy S21 (cerca de R$ 3.700 no menor preço atualmente), enquanto a Xiaomi tem o Mi 11 (a partir de R$ 6.000) e a Motorola oferece apenas o Edge 20 Pro (cujo preço n ovarejo parte de R$ 3.700), que já tem foco maior em fotografia. São as opções de celulares poderosos com foco na experiência do usuário disponíveis no Brasil.

Há também opções de topo de linha do ano passado, como o Mi 10T, ou os Galaxy S20 e S20 FE, da Samsung. Nenhum vai ter tanta potência bruta quanto o iPhone, mas todos competem bem em câmera, entregam tela quase tão boa e podem até ter bateria com duração melhor. E são mais baratos no varejo nacional, com preços a partir de R$ 3.300, R$ 4.500 e R$ 2.000, respectivamente.

Conclusão

iPhone 13 é um aperfeiçoamento do seu antecessor (Imagem: Ivo/Canaltech)

Sob Tim Cook a Apple passou a fazer atualizações menores a cada ano, optando por melhorar o que já estava bom. O iPhone 13 é uma mostra clara desta postura, com algumas pequenas novidades e uma aposta forte no que funcionou no ano anterior: design com laterais retas, conjunto de câmera duplo e tela OLED. No geral, há as melhorias de sempre, como o novo chip mais potente e câmeras com mais funcionalidades, além da bateria com maior duração.

Para quem não se importa em gastar o alto valor que a Apple cobra por seus novos lançamentos — ainda mais altos para os padrões de vida no Brasil —, é um celular excelente. Dá para justificar que tem ganhos em comparação com o iPhone 12 e optar pelo 13 na hora de trocar seu smartphone.

Porém, se você está em dúvida se deve fazer um upgrade, ou mesmo se está com a grana meio curta e quer aproveitar novos recursos de smartphones da Maçã, o iPhone 12 está de muito bom tamanho. Você não perde muita coisa, pois ainda vai para casa com tela excelente, processador poderoso, excelente conjunto de câmeras e bateria que dura pouca coisa menos.

O preço do iPhone 13 não baixou de R$ 7.000 ainda em nenhum momento, segundo o comparador de preços Zoom — e isso pelo modelo de 128 GB. Já o iPhone 12 fica perto dos R$ 4.600 no modelo de 64 GB e R$ 5.000 pelo de 128 GB, valores que devem cair durante Black Friday e no começo de 2022.

Pela diferença de preço e considerando as poucas vantagens do modelo de 2021, vale mais a pena comprar o iPhone 12 nesta reta final de ano e até mesmo início de 2022, sendo o modelo 2020 a melhor opção com a Maçã atrás para comprar. Já o iPhone 13 só deve ficar interessante em meados de 2022, dependendo da disponibilidade de estoque e diferença de valor para seu antecessor.

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