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Quais são os maiores varejistas do Brasil


Saber quais são os maiores varejistas do Brasil e como está o desempenho dessas empresas ajuda a entender o cenário econômico como um todo.

Isso ocorre porque as vendas no Varejo são uma espécie de “raio-X” da economia, já que a demanda de consumo está relacionada a fatores como a inflação, a disponibilidade de crédito e, principalmente, à renda.

Em geral, quando há aumento ou queda na renda individual e familiar, o nível de consumo nos varejistas cresce ou diminui na mesma proporção.

Seja através de lojas físicas ou virtuais, as empresas de varejo têm grande importância no nosso dia a dia e, por isso, vamos falar mais sobre esse tema.

Além disso, vamos mostrar também o ranking dos maiores varejistas do Brasil para você ficar por dentro do assunto!

O que é o Varejo

Antes de falarmos sobre os grandes nomes do mercado varejista brasileiro, vale falarmos sobre o que é varejo.

Conceitualmente, o varejo é considerado como um canal de distribuição de produtos. Mas, desde 1954, a definição dada pelo autor Henry G. Richter, no livro “Retailing: principles and practices” (“Varejo: princípios e práticas”, em tradução livre) é usada como referência.

Na obra, Richter afirma que: “Varejo é o processo de compra de produtos em quantidade relativamente grande dos produtores atacadistas e outros fornecedores e posterior venda em quantidades menores ao consumidor final”.

Em outras palavras, as empresas varejistas são aquelas que vendem diretamente para quem vai consumir o produto ou serviço.

Assim, o Varejo pode ser definido como toda atividade econômica que resulta em uma transação entre uma pessoa jurídica (CNPJ) e uma pessoa física (CPF).

O comércio varejista no Brasil

Aqui no Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) segmenta os dados do varejo da seguinte maneira:

  • Varejo Restrito: contempla todos os bens de consumo, menos os automóveis e os materiais de construção;
  • Varejo Ampliado: além de todos os bens de consumo, inclui também automóveis e materiais de construção;
  • Serviços em geral.

Além disso, o IBGE realiza a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Ela mostra a conjuntura do setor varejista brasileiro em território nacional, coletando dados de empresas formalmente constituídas e que possuam vinte ou mais pessoas ocupadas (entre assalariadas e não assalariadas).

Ao todo, a PMC abrange dez grupos de atividades:

  1. Combustíveis e lubrificantes;
  2. Supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo;
  3. Tecidos, vestuário e calçados;
  4. Móveis e eletrodomésticos;
  5. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos;
  6. Equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação;
  7. Livros, jornais, revistas e papelaria;
  8. Outros artigos de uso pessoal e doméstico;
  9. Veículos e motocicletas, partes e peças;
  10. Materiais de construção.

Os oito primeiros segmentos têm grande parte de suas receitas geradas no próprio comércio varejista. Já os dois últimos contemplam vendas não só no varejo, mas também no atacado.

Para fazer a pesquisa, o IBGE considera dados da receita proveniente da revenda de mercadorias destas empresas (não deduzidos os impostos, as vendas canceladas, abatimentos etc).

Receitas financeiras e não-operacionais também não são incluídas no estudo. A partir da receita bruta de revenda investigada são construídos os indicadores para duas variáveis: a Receita Nominal de Vendas e o Volume de Vendas.

A importância do Varejo no Brasil

Segundo a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), as 300 maiores empresas do país faturaram cerca de R$ 795 bilhões em 2020 e empregaram mais de 1,57 milhão de pessoas.

Analisar o Varejo brasileiro nos traz um retrato do mercado, do comportamento dos consumidos e da transformação digital no país.

Um exemplo. Em 2020, a SBVC constatou que, pela primeira vez, mais de 50% dos supermercados presentes entre os 300 maiores varejistas do país têm um e-commerce.

O número total (76 empresas) é quase o dobro em relação a 2019, confirmando o grande aumento da aceleração digital como resposta à pandemia.

Estes números mostram a relevância do Varejo na nossa economia e também demonstram a importância do setor como um indicador para avaliar o desenvolvimento brasileiro.

É no Varejo que conseguimos captar as tendências e os caminhos que serão trilhados como um todo.

Os maiores varejistas do Brasil: confira os principais rankings do mercado

O Varejo concentra um número significativo das grandes indústrias que atuam aqui no nosso país. Com isso, a lista dos maiores varejistas reúne empresas que têm em comum os faturamentos expressivos e uma presença significativa na maior parte do território nacional.

Aqui no Brasil, temos dois grandes rankings que apontam as maiores empresas varejistas brasileiras.

Um é desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) e considera as 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro.

O outro é produzido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar) em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA) e destaca as 120 maiores empresas do país.

Os dois rankings mostram resultados parecidos, com pequenas variações nas posições, de acordo com a metodologia utilizada em cada um.

Confira o Top 10 dos maiores varejistas do Brasil em cada ranking!

Os 10 maiores varejistas do Brasil | Ranking SBVC

No Ranking da SBVC, as dez maiores empresas de Varejo respondem por 40,45% do faturamento total das empresas listadas, somando R$ 321,6 bilhões.

Confira as dez maiores varejistas do País neste ranking:

Posição Empresa Segmento Faturamento
1 Grupo Carrefour Brasil (Atacadão, Carrefour, Carrefour Bairro, Carrefour Express, Drogarias Carrefour, Carrefour.com, Carrefour

Market)

 

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência R$ 74, 7 bi
2 Assaí (Assaí Atacadista) Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência R$ 39,4 bi
3 Magazine Luiza (Magazine Luiza, Netshoes, Zattini, Época Cosméticos, Shoestock,

Luizacred, Luizaseg, AiQFome, Tonolucro)

 

Eletromóveis R$ 35,7 bi
4 Via Varejo (Casas Bahia, Ponto e Extra.com.br) Eletromóveis R$ 35,6 bi
5 GPA Alimentar (Pão de Açúcar, Extra, Mercado

Extra, Minuto Pão de Açúcar, Mini Extra, Compre Bem, James Delivery, Qualitá, Taeq, Casino, Club Des Sommeliers, Cheftime)

 

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência R$ 31 bi
6 Walmart Brasil / Grupo Big (Big, Big Bompreço, Super Bompreço,

Nacional, Todo Dia, Sam’s Club, Maxxi)

 

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência R$ 24,9 bi
7 Lojas Americanas (Americanas, Submarino, Shoptime, Sou Barato, LET´S, Ame)

 

Lojas de Departamento, Artigos do Lar e Mercadorias

 

R$ 22,7 bi
8 Raia Drogasil (Droga Raia, Drogasil, Farmasil, 4bio e Univers, Drogaria Onofre)

 

Drogaria e Perfumaria R$ 21,1 bi
9 Natura&Co (Natura, Avon, The Body Shop e

Aesop)

Drogaria e Perfumaria R$ 20,5 bi

10

Grupo Boticário (O Boticário, Eudora, quem disse, berenice?, Beautybox, Multi B,

Vult, Eume)

Drogaria e Perfumaria R$ 15,7 bi

Fonte: Edição 2021 do Ranking “300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro” | SBVC

Os 10 maiores varejistas do Brasil | Ranking Ibevar/FIA

Já no ranking Ibevar/FIA, o destaque é o peso das 120 maiores empresas varejistas no consumo total das famílias brasileiras. Ele representa 13,6% do varejo de bens, ou seja, uma receita de R$ 4,6 trilhões. Já o faturamento total das 120 maiores empresas foi de R$ 632,7 bilhões.

De acordo com este ranking, os dez maiores varejistas do País são:

Posição Empresa Segmento Faturamento
1 Grupo Carrefour Supermercados R$ 74,7 bi
2 GPA Alimentar Supermercados R$ 55,7 bi
3 Magazine Luiza Eletrônicos e Móveis R$ 36,1 bi
4 Via Varejo Eletrônicos e Móveis R$ 34,4 bi
5 Lojas Americanas – LASA Departamento R$ 25,4 bi
6 Grupo Big Supermercados R$ 25,2 bi
7 Raia Drogasil Drogarias e Perfumarias R$ 21,1 bi
8 Grupo Boticário Drogarias e Perfumarias R$ 15,3 bi
9 Natura Drogarias e Perfumarias R$ 15 bi
10 Mateus Supermercados Supermercados R$ 14,3 bi

Fonte: Ranking 2021 Ibevar/FIA

ICVA: índice da Cielo é o termômetro do Varejo no país

Com todas as informações que tivemos até aqui, não há dúvidas sobre o peso que o Varejo tem na nossa economia. Não dá para entender o cenário econômico no Brasil sem entender bem o mercado varejista.

Por isso mesmo, a área de Inteligência da Cielo desenvolveu o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).

Com o objetivo de oferecer mensalmente uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais, o ICVA acompanha a evolução do varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo.

O peso de cada setor no resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.

 

Os dados analisados incluem desde pequenos lojistas a grandes varejistas, que correspondem a mais de 1,3 milhão de clientes credenciados à companhia.

Como é calculado o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA)

O cálculo do ICVA utiliza modelos matemáticos e estatísticos elaborados pela unidade de Inteligência da Cielo e que, aplicados à base da companhia, isolam os efeitos do comportamento competitivo do mercado de credenciamento – como a variação de market share – e os da substituição de cheque e dinheiro no consumo.

Assim, o nosso indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.

Entendendo o ICVA

O ICVA utiliza os seguintes parâmetros:

  • ICVA Nominal – indica o crescimento da receita nominal de vendas no varejo ampliado do período, comparando com o mesmo período do ano anterior. Reflete o que o varejista de fato observa nas suas vendas.
  • ICVA Deflacionado – é o ICVA Nominal descontado da inflação. Para isso, é utilizado um deflator, que é calculado a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, ajustado ao mix e pesos dos setores contidos no ICVA. Reflete o crescimento real do varejo, sem a contribuição do aumento de preços.
  • ICVA Nominal/Deflacionado com ajuste calendário – ICVA sem os efeitos de calendário que impactam determinado mês/período, quando comparado com o mesmo mês/período do ano anterior. Reflete como está o ritmo do crescimento, permitindo observar acelerações e desacelerações do índice.

Mensalmente, aqui no Blog Cielo, nós trazemos informações sobre o ICVA. Clique aqui e confira as últimas matérias sobre o tema!

 



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