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Pesquisadores enganam autenticação biométrica com foto, cola e impressão 3D

Vazamento de dados como CPF e cartões de crédito, infelizmente, são comuns em 2021. E, segundo pesquisadores do Kraken Security Labs, é possível que no futuro as impressões digitais, usadas em autenticações biométricas, se juntem a essas informações como dados que podem ser comprometidos e usadas por terceiros.

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A autenticação por biometria, usando impressões digitais, em geral, é considerada um método de proteção mais efetivo que senhas, mesmo deixando muitos rastros, que normalmente são invisíveis ao olho nu.

Já há algum tempo que diferentes pesquisas no mundo são realizadas para demonstrar formas de clonar impressões digitais. Porém, na maioria desses experimentos, o processo tem um alto custo, com necessidade do uso de câmeras fotográficas profissionais e impressoras 3D.


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Mas o cenário pode estar para mudar, já que um grupo de pesquisadores do Kraken Security Labs, encontrou uma forma de coletar identificações biométricas com um custo mínimo de US$ 5 (cerca de R$ 28, na cotação atual), sem necessidade de ferramentas avançadas ou fora do comum.

Simplicidade para algo impactante

 

No vídeo divulgado pelos pesquisadores, a forma de roubar e impressão digital de qualquer pessoa é a partir de uma foto tirada com qualquer smartphone moderno e a criação de um negativo da imagem a partir de um programa de manipulação de fotos.

Segundo a equipe responsável pela experiência, a partir do negativo da foto, as bordas da impressão digital já ficam disponibilizadas adequadamente para a clonagem, sem necessidade de câmeras DSLR caríssimas.

Agora, para a clonagem, é necessário o uso de impressoras a laser que sejam compatíveis com folhas de acetato. A escolha por folhas de acetato se deu pelo fato das impressoras compatíveis com o material, normalmente, poderem realizar gravuras, além das impressões comuns, nele.

Por fim, após a impressão, só é necessário a aplicação de uma camada de cola para madeira em cima da folha de acetato e esperar secar. Estando seco, o processo de criação da impressão digital clonada está completo. Segundo a equipe de pesquisadores, a impressão sintética conseguiu enganar dispositivos com sensores avançados, como o do MacBook Pro mais recente.

Por mais que a descoberta seja assustadora, ela serve como um importante lembrete que nunca somente um método de segurança é o suficiente para a proteção de dados pessoais.

Usando autenticação de dois-fatores junto de senhas e fortes e da próprio autenticação biométrica, qualquer usuário estará bem mais seguro e menos sujeito a, no futuro, sofrer com os impactos de uma possível clonagem de impressões digitais

Leia a matéria no Canaltech.

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