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O que é hepatite e quais as diferenças entre os tipos?


A hepatite é causada por diferentes tipos de vírus e podem ter graves consequências para o indivíduo, dependendo de uma série de fatores, como o nível de imunidade. Na medicina, são conhecidos cinco tipos principais de hepatite, como A, B, C, D e E.

Recentemente, casos misteriosos de hepatite aguda foram identificados em crianças. Os primeiros relatos foram feitos no Reino Unido e, desde então, pesquisadores investigam a sua origem. Sabe-se que a condição grave não tem relação com os tipos já conhecidos de hepatite. A suspeita é que a causa seja um adenovírus.

Hepatite causa a inflamação do fígado, podendo gerar diferentes complicações (Imagem: Icetray/Envato)

O que é hepatite?

Vale explicar que, segundo o Serviço Nacional de Saúde (NHS), no Reino Unido, “hepatite é um termo usado para descrever a inflamação do fígado. Geralmente, é o resultado de uma infecção viral ou dano hepático causado pelo consumo de álcool”. Também existe a hepatite bacteriana, por exemplo.

“Alguns tipos não causarão problemas sérios, enquanto outros podem ser duradouros (crônicos) e causar cicatrizes no fígado (cirrose), perda da função hepática e, em alguns casos, câncer de fígado”, explica a entidade britânica. Inclusive, alguns pacientes podem precisar de um transplante de fígado.

Diferentes tipos de inflamação no fígado

Hepatite A

Como o nome já diz, a hepatite A é causada pelo vírus homônimo. Geralmente, a sua transmissão ocorre através do consumo de alimentos e bebidas contaminados com fezes de uma pessoa já infectada. Esse tipo da doença a passar dentro de alguns meses, embora possa ser grave e até mesmo fatal em alguns casos raros, segundo o NHS.

Hepatite B

A hepatite B é transmitida através do sangue de uma pessoa infectada pelo vírus. Dessa forma, uma pessoa pode se contaminar com o uso compartilhado de seringas. Em crianças, o risco maior é a transmissão de grávidas infectadas para o próprio bebê ou pelo contato de criança para criança.

A maioria dos adultos consegue se recuperar em alguns meses da infecção, após iniciar o tratamento adequado. No entanto, a maior parte das pessoas infectadas quando criança desenvolve uma infecção de longo prazo, a hepatite B crônica. Quando não tratada, pode levar à cirrose e ao câncer de fígado.

Hepatite C

Alguns tipos de hepatite podem ser transmitidos a partir do sangue infectado (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

A hepatite C também é transmitida a partir do sangue já infectado. A diferença é que pode se manifestar de forma assintomática ou causar apenas sintomas semelhantes aos da gripe. Quando a condição não é tratada, o paciente pode desenvolver a hepatite C crônica, onde os riscos de cirrose e insuficiência hepática aumentam.

Hepatite D

A hepatite D afeta apenas pessoas que já estão infectadas com hepatite B. Isso porque o agente infeccioso da D precisa do da B para sobreviver no corpo humano. A doença é, geralmente, transmitida através do contato com o sangue contaminado ou através de relações sexuais desprotegidas. Na fase crônica, pode desencadear a cirrose e o câncer de fígado.

Hepatite E

No caso da hepatite E, a transmissão é associada ao consumo de algumas carnes contaminadas — em estado cru ou mal cozida —, como a de porco, javali, veado e marisco. Na maioria das vezes, a infecção é leve e de curto prazo, mas pode ser grave em algumas pessoas, como aquelas que têm um sistema imunológico enfraquecido.

Todos os tipos são comuns no Brasil?

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são aquelas causadas pelos vírus A, B e C. Além deles, o Ministério da Saúde explica que “existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos comum no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia”.

O que causa e como se pega hepatite?

Como explica o serviço de saúde britânico, a maioria dos casos de hepatite são causados por vírus específicos, como o vírus da hepatite A e o da hepatite E. Apesar das variações entre os modos de transmissão, dependendo do tipo, algumas formas de prevenção podem proteger contra todos os tipos.

A seguir, confira algumas dicas que ajudam a impedir a transmissão da hepatite:

  • Higienizar as mãos frequentemente;
  • Lavar bem frutas e legumes;
  • Cozinhar os alimentos;
  • Usar preservativo nas relações sexuais;
  • Não compartilhar seringas;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool;
  • Estar em dia com a carteirinha de vacinação.

Sintomas da doença

Olhos amarelados é um dos principais sintomas de hepatite (Imagem: CDC/Thomas F. Sellers/Emory University)

De forma geral, o indivíduo pode considerar os seguintes sinais e sintomas como parte de um quadro de inflamação do fígado:

  • Icterícia (olhos e peles amarelados, por causa da bilirrubina no sangue);
  • Urina escura;
  • Comichão na pele (coceiras);
  • Dor muscular;
  • Dor abdominal;
  • Perda de apetite;
  • Náusea e vômitos;
  • Diarreia;
  • Febre.

Apesar de existirem alguns sintomas clássicos da doença, alguns pacientes podem ser assintomáticos para o quadro de infecção viral, ou seja, não apresentam nenhum sintoma. Nessas condições, a doença só poderá ser confirmado através de exames específicos.

Quem teve hepatite pode doar sangue?

Pessoas que tiveram algum tipo de hepatite após os 10 anos não podem doar sangue, segundo as orientações da Fundação Pró-Sangue. Esta entidade responsável pela coleta de doações e está ligada com a Secretaria da Saúde do Governo do Estado de São Paulo.

Outro fator limitante é que a pessoa não poderá dor sangue, por 12 meses, “se teve relação sexual com pessoa com hepatite”, segundo as regras do banco. Após o período, o sangue poderá ser colhido normalmente.

Existe vacina contra hepatite?

No Brasil, existem vacinas contra dois tipos de hepatite no SUS (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacinas contra a hepatite A — para crianças de 15 meses a 5 anos incompletos — e a B — onde o processo vacinal é iniciado ao nascer e se completa aos 6 meses.

É importante destacar que a vacina ajuda a prevenir contra as infecções do vírus da hepatite A e B, mas não deve ser usada como forma de tratamento e nem como alternativa para impedir a evolução do quadro de inflamação no fígado.

Fonte: NHS, Fundação Pró-Sangue, Ministério da Saúde    



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