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O céu não é o limite | Tempestade solar forte, galáxia mais distante já vista e+


Tempestades solares e meteoros movimentaram a astronomia nesta semana, mas nenhum dos eventos representou risco algum para os habitantes da Terra. Enquanto isso, foram feitas descobertas empolgantes de objetos muito distantes de nós, como a galáxia que pode ser a mais distante já encontrada pelos astrônomos.

Confira essas e outras notícias “quentes” no resumo astronômico da semana.

Imagem do cânion detectado no Sol no domingo, 3 de abril (Imagem: Reprodução/NASA/SDO/Space Weather)

No domingo (3), filamentos de plasma foram liberados de um cânion gigante de 20 mil km de profundidade na superfície do Sol, gerando tempestades solares que chegaram à Terra ao longo da semana. Uma delas desencadeou uma tempestade geomagnética leve em nosso planeta, na manhã da quarta-feira (6), enquanto outra ejeção de massa coronal ocorreu na segunda-feira.

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As previsões para os próximos dias são de baixa atividade solar e fluxo normal de partículas carregadas no campo magnético da Terra, com poucas mudanças prováveis. Pode ocorrer alguma interação com a ejeção de massa coronal que deixou o Sol na segunda-feira, mas as chances são baixas.

O objeto vermelho, que aparece destacado no detalhe da imagem, é a galáxia HD1 (Imagem: Reprodução/Harikane et al.)

A galáxia HD1 foi descoberta por astrônomos do Harvard & Smithsonian Center for Astrophysics e se tornou a nova candidata a objeto mais distante já encontrado. Os pesquisadores agora tentam descobrir se ela galáxia está formando novas estrelas a altíssima velocidade, ou se contém um buraco negro central ativo, com 100 milhões de massas solares.

Essa dúvida ocorre porque a galáxia é extremamente brilhante na luz ultravioleta, sugerindo que processos energéticos ocorrem por lá. De qualquer forma, ainda será preciso usar espectroscopia para confirmar as observações. Se os dados estiverem corretos, a HD1 estará 100 milhões de anos-luz mais distante que a GN-Z11, a atual recordista de distância.

Representação de megamaser detectado por radiotelescópios (Imagem: Reprodução/IDIA/LADUMA com dados da NASA/StSci/SKAO/MolView)

Uma poderosa emissão a laser do tipo megamaser OH foi detectada pelo radiotelescópio MeerKAT do Observatório de Radioastronomia da África do Sul (SARAO). A fonte é uma galáxia que está bem longe de nós, a cerca de 5 bilhões de anos-luz de distância.

Os megamasers são lasers astronômicos que não são emitidos em comprimentos de luz visível, mas sim em micro-ondas, enquanto os “megamasers OH” são emissões com comprimentos de onda de 18 cm, detectados quase exclusivamente nas galáxias infravermelhas. Por isso, elas são conhecidas como “galáxias megamaser OH”.

Esquema da órbita do asteroide 418135 (2008 AG33) (Imagem: Reprodução/NASA/JPL)

O asteroide 418135 (2008 AG33) está a caminho de sua aproximação máxima com a Terra, que ocorrerá no dia 27 de abril, às 23h46 (horário de Brasília), a uma distância de 3,24 milhões de km. Isso é equivalente a cerca de 3,84 vezes a distância média entre a Terra e a Lua. Portanto, não há riscos de o asteroide se chocar com nosso planeta.

Ainda assim, este é um asteroide considerado potencialmente perigoso, por isso as aproximações são acompanhadas com atenção por astrônomos. O objetivo é anotar qualquer alteração apresentada pelo objeto em relação às previsões orbitais para corrigir os modelos e prever com maior precisão quando as próximas aproximações ocorrerem.

Concepção artística de um pulsar com seus feixes giratórios (Imagem: Reprodução/NRAO)

Um estudo descobriu que o sistema J0610−2100 é tão estável que pode ser usado para detectar ondas gravitacionais indetectáveis para os nossos instrumentos em solo. Esse sistema é formado por um pulsar de milissegundos e uma estrela doadora, ou seja, o pulsar está se alimentando com a matéria sugada da sua companheira, por isso o apelido de “viúva negra”.

Sistemas assim são relativamente comuns para os astrônomos, mas este em particular tem os feixes giratórios mais precisos de todos. Se os pesquisadores encontrarem outros pulsares tão precisos como este, eles poderão usá-los para encontrar pequenas perturbações causadas por ondas gravitacionais. Estas últimas surgem no universo com eventos cataclísmicos, como a colisão entre dois buracos negros.

Nossa galáxia, a Via Láctea, possui em seu núcleo um bojo e uma barra, difíceis de observar devido à densidade do gás e poeira (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/R. Hurt)

A Via Láctea é uma galáxia espiral barrada, conforme podemos constatar na imagem acima (a barra amarelada atravessa o núcleo galáctico). O que os astrônomos ainda não sabiam é que nesta barra há anéis, ou estruturas em forma de amendoim. Essa protuberância está “recheada” de estrelas mais jovens do que o restante do núcleo.

Geralmente considera-se que as estrelas da barra são bastante velhas, mas aquelas encontradas no anel têm de quatro a nove bilhões de anos. Isso é inesperado e os astrônomos ainda não sabem explicar como elas se formaram, ou se vieram de outras regiões.

Meteoros foram registrados atravessando o céu de cidades como Maceió, Aracaju, Foz do Iguaçu e outras regiões de Alagoas, Sergipe, Paraná e Santa Catarina. Não há informações sobre o tamanho dos objetos, mas um deles foi uma “bola de fogo”, como são chamados os meteoros que atingem alta luminosidade no céu noturno.

O meteoro bola de fogo foi observado no céu de Porto Alegre na terça-feira (5), e seu brilho durou poucos segundos, desaparecendo a 40 km de altitude. Não foi possível determinar a origem do objeto celeste.

A posição do cometa Pan-STARRS não será favorável no hemisfério Sul (Imagem: Stellarium.org)

A boa notícia é que um cometa de brilho razoável poderá ser visível a olho nu no final de abril. A má notícia é que isso não deve acontecer aqui no hemisfério Sul. É que ele acompanhará a trajetória do Sol e, por isso, será ofuscado pelo brilho solar até mesmo após o entardecer.

Além disso, o cometa descerá pela linha do horizonte logo após o pôr-do-Sol, e as observações muito perto do horizonte são muito mais difíceis. Há uma pequena chance de observar o objeto no dia 18, se você estiver em uma região com o horizonte livre e sem poluição, mas não conte muito com isso.

Da esquerda para a direita, Mark Pathy, Larry Connor, Michael López-Alegría e Eytan Stibbe (Imagem: Reprodução/SpaceX)

A Axiom Space agora faz parte da história das missões espaciais, após realizar o primeiro lançamento totalmente privado de astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS), com veículos da SpaceX. Os tripulantes partira do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, nesta sexta-feira (8) às 12h18, no horário de Brasília.

Michael López-Alegría, Larry Connor, Mark Pathy e Eytan Stibbe estão a bordo de uma cápsula Crew Dragon, impulsionada por um foguete Falcon 9. Eles passarão oito dias a bordo da ISS, onde vão conduzir experimentos científicos.

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