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NASA quer usar reator nuclear na Lua para alimentar exploração de longo prazo

Com o Programa Artemis, a NASA não pretende apenas levar novos astronautas à Lua: a ideia é estabelecer a presença humana permanente e sustentável em nosso satélite natural. Para que humanos se estabeleçam por lá dessa maneira, é importante garantir o fornecimento de coisas essenciais, como água, alimento e energia. Por isso, a NASA está convidando empresas privadas a desenvolverem conceitos de um sistema de fissão nuclear que ficaria na superfície lunar — e a agência quer que isso aconteça dentro de apenas dez anos.

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A NASA vê a fissão nuclear como a opção mais prática para as futuras “colônias lunares”. A agência espacial estadunidense já estava trabalhando em um projeto semelhante chamado Kilopower, mas agora ela e o Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês) convocam a participação das empresas aeroespaciais do país no desenvolvimento de conceitos mais aprimorados.

Conceito artístico do projeto Kilopower, que geraria energia nuclear na Lua (Imagem: Reprodução/NASA)

Segundo a NASA, um pequeno e leve sistema de fissão, que caiba em uma sonda lunar ou em um rover, conseguiria gerar até 10 quilowatts de energia elétrica — quantidade suficiente para suprir a necessidades de várias casas comuns. No entanto, lá na Lua, a demanda energética será bem maior, pois precisará manter os sistemas de suporte à vida, o carregamento de veículos e auxiliar os experimentos científicos.


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Por isso, a NASA e o DOE exigem que os futuros sistemas de fissão consigam produzir, no mínimo, 40 quilowatts de energia — o que, segundo a agência, garantiria o abastecimento de até 30 residência por 10 anos. O principal objetivo é garantir energia na Lua para preparar os destinos mais distantes e ambiciosos, como o estabelecimento da presença humana em Marte.

Para a NASA, as atuais pesquisas voltadas para o desenvolvimento de sistemas de energia de fissão nuclear também podem auxiliar os sistemas de propulsão nuclear e, quem sabe, um dia os astronautas não consigam cobrir grandes distâncias no espaço em pouco tempo — ou seja, isso poderia permitir a realização de missões mais curtas. A agência espacial e a DOE receberão as propostas até fevereiro de 2022, quando divulgarão os conceitos mais promissores.

As organizações também auxiliarão as empresas selecionadas no desenvolvimento de seus conceitos ao longo de 12 meses. Ao final deste processo, tudo o que foi aprendido orientará a construção de um sistema de fissão final — este, sim, será qualificado para um lançamento de demonstração nos próximos 10 anos. “Fornecer um sistema confiável e de alta potência na Lua é o próximo passo vital na exploração espacial humana”, acrescentou o chefe do Projeto de Energia de Superfície de Fissão no Laboratório Nacional do DOE.

Leia a matéria no Canaltech.

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