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MIT seleciona 5 projetos inovadores em sua 1ª competição de soluções climáticas


O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira (11) a seleção de cinco projetos na primeira edição do Climate Grand Challenges. Por dois anos, a entidade financiará pesquisas dedicadas a encontrar soluções aos maiores desafios climáticos, como a emissão de carbono industrial.

Os projetos selecionados determinam o compromisso do MIT em descobrir soluções inteligentes para os maiores desafios climáticos em escala global e com a rapidez que esse desafio exige.

À medida que a temperatura média global aumenta, os efeitos das mudanças climáticas, como ondas de calor e enchentes, intensificam-se e tornam-se mais frequentes (Imagem: Reprodução/Matthew Osman/University of Arizona)

Leo Rafael Reif, presidente do MIT, diz que o Climate Grand Challenges representa um esforço de todo o instituto para revolucionar o avanço no combate à crise climática a tempo de fazer a diferença. “Mas dada a escala planetária do desafio, o sucesso depende da parceria”, acrescenta Reif.

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O esforço foi lançado em 2020, quando o MIT recebeu quase 100 cartas de interesse de aproximadamente 400 docentes e pesquisadores. Então, 27 foram selecionadas. Elas “estabelecem um novo padrão para soluções climáticas inclusivas que podem ser adaptadas e implementadas em todo o mundo”, aponta Melissa Nobles, chanceler do MIT.

Quais são os projetos

As 27 equipes selecionadas receberam um total de US$ 2,7 milhões para, em dois anos, apresentar planos abrangentes de pesquisa e inovação nas seguintes áreas:

  • Construindo equidade e justiça em soluções climáticas;
  • Descarbonização de indústrias e processos complexos;
  • Remoção, gerenciamento e armazenamento de gases de efeito estufa;
  • Usando dados e ciência para prever riscos relacionados ao clima.

O MIT montou um painel internacional de especialistas científicos, técnicos, e políticos para definir quais seriam os cinco trabalhos finalistas. São eles:

  • Trazendo a computação para o desafio climático: liderado por Raffaele Ferrari, professor de oceanografia no departamento de ciências da Terra, atmosféricas e planetárias do MIT, o projeto usa os avanços da inteligência artificial, aprendizado de máquinas e ciência de dados para aperfeiçoar os modelos climáticos. O trabalho se dedica a criar um gêmeo digital da Terra que reúna o maior número de dados para aumentar a precisão das previsões climáticas de curto e longo prazo;
  • Centro de Eletrificação e Descarbonização da Indústria: conduzido por Yet-Ming Chiang, professor de ciência e engenharia de materiais da Kyocera, o projeto pretende reinventar e eletrificar os processos e materiais envolvidos nos setores da indústria que são mais difíceis de descarbonizar, como aço, cimento, amônia e etileno;
  • Preparando-se para um novo mundo de extremos climáticos: este trabalho é liderado por Kerry Emanuel, professor de ciências atmosféricas no departamento de ciências da Terra, atmosféricas e planetárias do MIT. Seu objeto é desenvolver um kit de ferramentas para adaptação às mudanças climáticas, para ajudar as populações mais vulneráveis a enchentes e ondas de calor;
  • Sistema de Alerta Precoce de Resiliência Climática: o projeto CREWSnet é liderado por John Aldridge, pesquisador do Lincoln Laboratory do MIT, cujo propósito é reinventar os sistemas de alertas de modo a permitir que comunidades carentes interpretem o risco climático local, minimizando as perdas;
  • Revolucionando a agricultura com culturas resilientes e de baixas emissões: o trabalho é liderado por Christopher Voigt, professor do departamento de engenharia biológica do MIT. O principal objetivo desse projeto é revolucionar o setor agrícola através de culturas resistentes às mudanças climáticas, além de desenvolver fertilizantes que reduzam drasticamente as emissões de gases de efeito estufa.

O Climate Grand Challenges é mais um dos esforços do programa de ação climática para a década do MIT, o “Fast Forward: MIT’s Climate Action Plan for the Decade”, lançado no ano passado. Ele busca estimular a inovação, educar as futuras gerações e informar e impulsionar ações públicas para redução dos impactos climáticos (inclusive do instituto).

Fonte: MIT

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