Metroid: do pior ao melhor, segundo a crítica

Uma mulher guerreira, com a pontaria em dia e com uma armadura ultra poderosa. Raças alienígenas, piratas do espaço, forças galácticas, poderes especiais e ambientes gigantes.

Isso tudo resume uma das séries mais amadas da Nintendo que os fãs clamam até hoje por um novo game incrível. Vocês pediram, votaram e aqui está o do Pior ao Melhor da franquia Metroid. Aqui estão nossos critérios, prestem bastante atenção:

  • As notas apresentadas são baseadas nos agregadores de notas Metacritic e GameRankings. Se o título foi lançado para mais de uma plataforma inicialmente, pegaremos as notas de cada uma das versões e faremos uma média aritmética.
  • Nós só consideramos os principais jogos da franquia, então spin offs não entraram.
  • Se você tem uma opinião diferente, só deixar sua lista aí nos comentários

6) Metroid (1986) – 67

Quem ficou em último lugar foi o primeiro jogo da franquia. Metroid, lançado em 1986, acompanha a trajetória de Samus Aran no planeta Zebes. Ela tem como objetivo recuperar os organismos alienígenas parasitas chamados de Metroid que foram roubados pelos Piratas Espaciais, que tem como plano replicá-los para montar uma poderosa arma biológica e, assim, derrotar todos que entrarem em seus caminhos.

O jogo foi um dos que acabou nomeando o sub gênero Metroidvania, que consiste em uma visão sidescrolling e mundo conectado com diversos obstáculos que podem ser ultrapassados com o jogador ganhando poderes, habilidades ou armas. São 7 poderes que o jogador pode usar para voar, atacar ou virar uma bolinha.

Os analistas gostaram do mundo bem grande para ser explorado, as habilidades especiais e o plot twist no final, mas o game foi criticado pela falta de mapa, que deixou os jogadores confusos, o visual limitado e pelo griding. Sua nota é 67.

A

5) Metroid II: Return of Samus (1991) – 79

Em quinto lugar temos o segundo jogo da série. Metroid II: Return of Samus, lançado em 1991, acompanha a caçadora de recompensas Samus Aran em sua missão de exterminar os Metroids em seu planeta natal antes que os Piratas Espaciais consigam eles de volta.

Estruturalmente, o game é a mesma pegada que o anterior, com a diferença das limitações do Game Boy, mas ele traz algumas novidades, como duas armas que são Spazer Laser Beam e a Plasma Beam, mas o jogador só pode usar uma delas por vez, e uma nova roupa, a Space Jump.

O jogo foi considerado um marco para os portáteis e foram comercializadas aproximadamente 1,5 milhão de cópias. O game foi elogiado pelo seu level design, pelo valor replay e pelas pequenas novidades. Alguns criticaram a dificuldade dele e os visuais no Game Boy, o que diminuiu sua nota, ficando em 79.

Antes de continuarmos, vale ressaltar que em 2017, foi lançado para o Nintendo 3DS um remake chamado Metroid: Samus Returns que traz diversas novidades como controles melhorados, visuais modernizados, novas features na gameplay e habilidades inéditas nos títulos 2D da série. Por curiosidade, a nota dessa nova versão é 90.

A

5) Metroid: Other M (2010) – 79

Também em quinto lugar, temos Metroid: Other M, lançado em 2010. Dessa vez, nossa protagonista Samus Aran está investigando um sinal de socorro vindo de uma estação espacial abandonada chamada de Bottle Ship junto de um pelotão da Federação Galática.

Ele é um plataformer de ação e aventura em três dimensões, mas ao apontar o controle do Wii para a tela, a visão muda para primeira pessoa, a movimentação fica travada e o jogador pode atirar nos adversários. Ainda na parte de porrada, esse é o primeiro título da franquia a ter combate corpo-a-corpo. Terminando o jogo, é liberado o Theater Mode, que é como um filme de 2 horas que mistura as cutscenes com partes de gameplay gravadas pelos desenvolvedores.

O game foi bem elogiado pelo seu ótimo combate, pelas suas lutas com chefões desafiadoras, pelos controles responsivos e únicos, pelos belos ambientes e pelos itens escondidos, mas foi criticado pelas cutscenes que não podiam ser puladas, as texturas de baixa resolução, pela sua linearidade e pela sua história e diálogos. Sua nota é 79.

A

4) Metroid Prime Hunters (2006) – 85

Metroid Prime Hunters, lançado em 2006 para o Nintendo DS, acompanha a caçadora de recompensas favorita da Nintendo investigando a Alimbic Cluster depois que a Federação Galáctica recebe uma mensagem telepática. Lá, ela acaba dando de cara com outros seis caçadores de recompensa e o bagulho fica louco.

Seguindo a linha dos games Metroid Prime, Hunters é em primeira pessoa, mas remove a assistência de mira e foca mais na ação. O jogador poderá atirar nos adversários, escanear objetos e usar habilidades especiais para passar pelos mais diversos obstáculos no caminho.

O game conta com um modo multiplayer com suporte para 4 jogadores que conta até com chat de voz. Nele, o jogador pode controlar Samus ou um dos outros 6 caçadores de recompensas que aparecem no modo singleplayer e o host da partida pode fazer diversas personalizações.

Para os analistas, o game tem um combate surpreendentemente fluido, controles precisos, muitas opções no multiplayer, ótima apresentação, visuais incríveis, um número grande de cutscenes e opções de controle amigáveis para canhotos, mas o seu level design é limitado e linear, os chefões são repetitivos e o multiplayer contra jogadores aleatórios é limitado ao modo batalha. Sua nota é 85.

3) Metroid Prime 3: Corruption (2007) – 90

Metroid Prime 3: Corruption foi lançado em 2007 para o Wii e sua história se passa seis meses depois dos eventos de Metroid Prime 2: Echoes, acompanhando Samus em um confronto com os Piratas Espaciais, que enviaram um ataque para a base da Federação Galáctica localizada em Norion.

O game, que é um FPS que envolve diversas partes de plataforma e puzzles para serem resolvidos, traz algumas novidades à fórmula Prime, como o Hypermode, que permite a protagonista usar ataques mais fortes, e a habilidade de controlar sua Gunship.

Enquanto o controle de movimento do Nintendo Wii serve para pular, mirar e atirar, o Nunchuck move a personagem e trava a mira. Esse foi o primeiro jogo da franquia a sair pro console e a criação do esquema de controles demorou um ano, o que causou diversos adiamentos do título.

Os analistas elogiaram os puzzles que envolvem os ambientes, as batalhas contra chefões que necessitam que o jogador use todas as mecânicas disponíveis, a atmosfera dos níveis que é incrível, os controles que mudam completamente a forma de jogar um FPS e os diversos elementos de gameplay que se misturam de forma perfeita. As críticas ficaram para as poucas mudanças em relação aos seus antecessores e algumas mecânicas de controle que eram confusas. Sua nota é 90.

A

2) Metroid Fusion (2002) – 92

Lançado em 2002 para o Game Boy Advance, Metroid Fusion acompanha a nossa amada protagonista, a caçadora de recompensas Samus Aran, que está investigando uma estação espacial que está infectada com vírus chamados X parasites, que inclusive infectou a Samus.

O game segue o esquema clássico da franquia, com uma visão side-scrolling com foco em plataforma, exploração e tiro para todo lado. Por conta do seu foco mais pesado na narrativa, o game é bem mais linear que seus antecessores. Em vez de deixar os jogadores perdidos, nele foram introduzidas as Navigation Rooms, que indicam para onde eles devem ir.

O jogo foi elogiado pelos seus visuais, pela sua ótima jogabilidade e seus sons incríveis, mas a crítica principal ficou para sua curta duração, que fica entre 10 e 12 horas. Sua nota é 92.

A

2) Metroid Prime 2: Echoes (2004) – 92

Quem também ficou em segundo lugar foi Metroid Prime 2: Echoes, lançado em 2004. Dessa vez, Samus é mandada para resgatar alguns fuzileiros da Federação Galáctica de uma nave perto de Aether, um planeta habitado por uma raça chamada de Luminoth.

Misturando puzzles, partes de plataforma e tiro em primeira pessoa, o game conta com duas dimensões, a Light Aether e a Dark Aether, que são diferentes entre si, mas os acontecimentos de uma afetam a outra. Na Dark, há Safe Zones que fazem com que a protagonista regenere sua vida.

O game conta ainda com um multiplayer para até 4 jogadores que se enfrentam em um splitscreen. São 6 arenas disponíveis e dois modos: Deathmatch, em que o jogador que mais abater inimigos vence, e Bounty, que tem como foco coletar moedas que os adversários machucados largam.

Entre os elogios que o jogo recebeu, temos a história elaborada e coerente com o ambiente, a longa duração de no mínimo 20 horas, seus visuais lindos e seu design de níveis bem feito. A principal crítica ficou para a alta dificuldade que chega a ser impiedosa em alguns momentos. Ele também ficou com 92 de nota.

A

1) Super Metroid (1994) – 97

E temos mais empates, agora no topo do pódio. Primeiro temos Super Metroid, lançado em 1994. Ele é o terceiro game principal da franquia e acompanha a nossa protagonista que tem como missão enfrentar os Piratas Espaciais, liderados por Ridley, e recuperar uma pequena criatura Metroid roubada por eles.

O jogo segue a fórmula Metroidvania estruturada nos dois títulos anteriores da série, mas adiciona diversas novas features, como uma tela de inventário, um mapa e a possibilidade de atirar em todas as direções. O título conta ainda com 3 finais que são definidas de acordo com o tempo que o jogador leva para zerar, o melhor sendo obtido ao terminar o game em menos de 3 horas.

O jogo foi um sucesso de crítica, sendo elogiado pelos seus gráficos maravilhosos, pelo seu som top tier, pelos seus controles fáceis de aprender e responsivos, pela quantidade bem grande de armas e itens, pela sua atmosfera imersiva e assim vai. Alguns disseram que ele chegou em um momento errado por conta do fim da vida útil do console, mas ele vendeu quase 1,5 milhão de cópias e ficou com 97 de nota.

A

1) Metroid Prime (2002) – 97

E também em primeiro lugar temos o título que deu um twist forte na franquia. Metroid Prime chegou em 2002 para o GameCube e não só mudou a visão do game de side-scrolling para primeira pessoa como foi o primeiro da franquia a usar a tecnologia 3D.

Sua história se passa entre o primeiro e o segundo jogo da série e acompanha a caçadora de recompensas Samus Aran batalhando contra os Piratas Espaciais e seus experimentos biológicos no planeta Tallon IV.

Como o jogo mudou bastante, era de se esperar que a jogabilidade também mudasse. Mesmo sendo um jogo de tiro em primeira pessoa, a bala não come o tempo todo. Há diversas partes de plataforma e puzzles que o jogador deve passar para avançar na história. Para os jogadores que acharem certas partes complicadas, há um sistema de dicas que dão pistas de como progredir no título.

A

O game foi um completo sucesso de vendas, comercializando mais de 2 milhões de unidades, e de críticas. Gráficos, efeitos especiais, ambientes variados, trilha sonora, gameplay inovadora focada em exploração, level design e a lista vai seguindo. As críticas ficaram pra falta de foco na história, o esquema de controles não convencional e o backtracking repetitivo. Isso não abalou seu status e o game ficou com 97 de nota.

E pra você? Qual é o melhor Metroid da franquia? Deixe sua lista nos comentários abaixo!

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