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Medo de ciberataques russos leva governo dos EUA a investigar Kaspersky


O governo dos Estados Unidos pode estar prestes a iniciar mais um inquérito para investigar a fornecedora de antivírus Kaspersky. A preocupação, mais uma vez, é quanto ao uso dos softwares de proteção da empresa de origem russa por agentes do país em ataques contra usuários e empresas americanas para roubar dados ou abrir de portas de entrada para intrusão, no contexto da invasão da Ucrânia.

A preocupação, desta vez, é da própria Casa Branca, que pede um novo olhar sobre um pedido em andamento desde o final do ano passado, envolvendo os departamentos de Comércio e Justiça do governo dos EUA. A solicitação foi revelada à agência de notícias Reuters por fontes ligadas ao caso, ainda que a administração, em si, não tenha feito movimentos públicos nesse sentido.

Seria, entretanto, mais um revés na relação entre a Kaspersky e os EUA, principalmente depois que, em março, reguladores da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) pediram que empresas governamentais e de serviços essenciais deixassem de usar produtos da marca. A solicitação leva em conta, especialmente, o setor de comunicações e caminha ao lado de outras investigações que poderiam ser lançadas pela administração, mas nunca chegaram a ser oficializadas.

Ainda assim, a ideia seria garantir que não existem portas de entrada nos softwares da Kaspersky e obrigar a empresa a tomar medidas e dar garantias de que suas plataformas não trazem riscos. Caso contrário, sempre existe a possibilidade de um banimento que impeça empresas de adquirirem as aplicações, force a mudança por aquelas que já são clientes e proíba a companhia de operar nos EUA.

De acordo com apuração da Reuters, esse mecanismo de banimento seria semelhante ao que o ex-presidente americano Donald Trump tentou usar quando quis proibir o uso do TikTok e do WeChat, ambos de origem chinesa, nos Estados Unidos. As medidas foramimpedidas por cortes federais, mas em uma situação de guerra e alerta sobre ameaças cibernéticas, sempre há a possibilidade de mudanças de postura.

Não é a primeira vez, também, que os temores sobre a relação entre a Kaspersky e o governo de Vladimir Putin surgem nas altas rodas. Em 2017, o Departamento de Segurança Nacional proibiu o uso de softwares da marca por agências do governo dos EUA; em março, semanas após a invasão da Ucrânia, foi a vez das autoridades da Alemanha se posicionarem contra a companhia.

A resposta da Kaspersky

O Canaltech entrou em contato com a empresa de antivírus sobre a possível detonação de uma nova investigação. Em resposta, a companhia enviou o seguinte comunicado:

A Kaspersky está sempre disposta a conversar com os representantes do governo dos Estados Unidos e esclarecer todas preocupações em relação aos seus produtos e serviços. A empresa continua demonstrando compromisso contínuo com a integridade e confiabilidade de suas tecnologias por meio de sua Iniciativa Global de Transparência.

Infelizmente, a falta de respostas do governo americano às tentativas amigáveis de contato da Kaspersky, ao mesmo tempo em que toma medidas para restringir a empresa, indica claramente que tais restrições regulatórias são decisões políticas baseadas em especulações e não em fatos.

Desde 2017, não há nenhuma evidência pública ou devido processo que justifique qualquer ação contra a Kaspersky. A empresa acredita que qualquer ampliação às proibições ou restrições é uma reação ao ambiente geopolítico e não se baseiam em uma avaliação da integridade técnica dos produtos e serviços da Kaspersky.

Esta não é a primeira vez que a companhia se posiciona contra tais alegações. A companhia já afirmou, por exemplo, que o governo alemão age com fins políticos e nega veemente qualquer relação com o Kremlin.

Em março, diante da proibição imposta pelo FCC, a Kaspersky se disse desapontada e afirmou que a postura não tem base técnica alguma. A fornecedora também criticou as imposições governamentais que duram desde 2017, afirmando que elas são inconstitucionais e foram aplicadas de maneira arbitrária, também com fins políticos e que impedem a livre concorrência e atuação da companhia nos Estados Unidos, uma vez que não existe qualquer evidência das relações com o governo da Rússia ou que seus softwares representam risco.

Fonte: Reuters



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