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Manja de redes e internet das coisas? Veja como a Roost seleciona e paga bem

A internet das coisas (IoT) em larga escala é uma das grandes promessas da conexão 5G, já que permitirá que objetos de todo tipo gerem, recebam e transmitam dados para sistemas inteligentes. Por isso empresas brasileiras de tecnologia da informação já adotaram como diferencial a criação de soluções em IoT para outras companhias. É o caso da curitibana Roost.

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A empresa foca em internet das coisas aliada à computação de borda, um conceito que aproxima os programas das fontes de dados. Falando de forma prática, a Roost ajuda empresas a analisarem informações de locais físicos. Por exemplo, um sensor pode contar quantos clientes entrarem e saíram de uma loja. A seguir, essa informação é processada e traz insights para o administrador sobre os horários de maior e menor movimento, o que pode servir para criar ações de marketing direcionadas para estes horários.

Com três centros de desenvolvimento em Curitiba, sua cidade natal, e em Brasília e São Paulo, a empresa atende clientes do setor público e privado em todo o Brasil. Um ponto a seu favor é a experiência: ela surgiu do reposicionamento da Redisul, empresa de tecnologia que surgiu em 1985. A empresa também atua com serviços de gerenciamento de redes, monitoramento em vídeo e outros serviços para indústria 4.0, como drones, carros remotos e redes elétricas inteligentes.


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Escritório da Roost em Brasília (Imagem: Divulgação/Roost)

Apesar dessa ampla área de atuação, a Roost é uma empresa com baixa rotatividade na organização. “Nosso fluxo de contratações não é muito alto. Isso pode ser muito bom, pois quando abre uma nova vaga temos tempo para nos dedicar ao processo seletivo, buscando com calma profissionais que estejam bem alinhados com o perfil da posição e com a cultura da empresa”, diz ao Canaltech Gabriel Rocha, parceiro de negócios de recursos humanos da Roost.

A empresa optou pelo modelo de trabalho híbrido porque, segundo Rocha, é para “respeitar o ritmo e as preferências de cada colaborador”. Alguns dos desenvolvedores ainda não se sentiram confortáveis em ir ao escritório todos os dias e se adaptaram bem trabalhando de casa, enquanto outros precisam de uma interação maior com a equipe e preferem trabalhar presencialmente. Atualmente a maioria dos funcionários ficam alocados na empresa ou trabalhando de casa, mas também há casos em que a empresa cliente prefere que o profissional esteja nas suas dependências.

Os salários da companhia ficam entre R$ 5.000 e R$ 10.000 para analistas de suporte, com o valor variando de acordo com a senioridade, tempo de experiencia e formação acadêmica exigida para cada posição. Já os principais benefícios são vale refeição, plano de saúde, plano odontológico, seguro de vida e vale transporte.

A seleção

Para trabalhar na Roost como profissional de TI, pede-se certificações nos principais parceiros de redes e segurança de dados da empresa, como Huawei, Extreme, Ruckus, F5 e Sophos. O Inglês é considerado fundamental, “para compreensão dos treinamentos e manuais destes fabricantes”, diz Rocha.

Também é necessário ter concluído o ensino superior em uma faculdade de tecnologia e alguma especialização na área de redes. “Neste sentido, deixamos aberto o curso de formação do profissional pois valorizamos muito a troca de conhecimentos que surgem de áreas diferentes dentro do mundo da tecnologia”, sugere o executivo.

O processo seletivo começa com a divulgação da vaga na plataforma Gupy. Em paralelo, o RH faz uma busca ativa de profissionais no LinkedIn. As vagas também são apresentadas internamente para captar indicações entre a equipe.

A primeira etapa é um bate-papo com a equipe de pessoal por telefone, para entender o momento profissional do candidato e o interesse em se juntar à Roost. Depois disso, é agendada uma entrevista com mais profundidade para entender o perfil do candidato, aderência à vaga e falar sobre a cultura da companhia.

Caso o candidato avance, a Roost agenda uma entrevista com o gestor da posição. O foco da conversa será em conhecimentos técnicos, cases e certificações. Caso ele seja aprovado, o RH envia a oferta ao possível funcionário e aguarda o aceite.

Para driblar a concorrência do mercado de tecnologia e a escassez de bons profissionais, a empresa diz que a estratégia é ser criativo, transparente e ágil. “Saber onde e como encontrar estes profissionais no mercado e como atrai-los é fundamental para ter sucesso no processo de seleção”, conta Rocha, sem dar mais detalhes.

Já a política de retenção de talentos da Roost ainda está em desenvolvimento. “Nosso time de RH é novo por aqui, então estamos começando a desenvolver uma série de projetos focados em bem-estar. Nosso projeto mais expressivo nos últimos meses foi desenvolver a nossa trilha de carreiras, onde o colaborador tem acesso aos possíveis caminhos dentro da companhia, compreendendo quais são as condições para crescer e se desenvolver”, conta o executivo, novamente sem explicar como esse progresso interno ocorre.

Leia a matéria no Canaltech.

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