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Lua Fobos poderia ajudar a criar campo um magnético artificial em Marte; entenda

A terraformação de Marte pode não ser necessária para uma futura exploração humana, já que cientistas consideram alguns meios de sobrevivência mais “rudimentares”, por assim dizer, como a construção de abrigos com um tipo especial de cimento. Mas a terraformação também seria bem-vinda, e, para isso, seria necessário criar um campo magnético. Agora, um novo estudo trouxe algumas ideias de como isso poderia ser feito.

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Na Terra, o campo magnético é importante porque ele nos protege dos ventos solares e ajuda a manter nossa atmosfera na densidade adequada para nossa sobrevivência. Com magnetosfera fraca, Marte tem uma atmosfera muito menos densa. Se um astronauta inadvertidamente removesse seu traje no Planeta Vermelho, a água nos pulmões, olhos e saliva ferveria espontaneamente, de acordo com os cientistas.

Nossa magnetosfera é gerada por um efeito de dínamo no núcleo da Terra, por causa da convecção de ligas de ferro. Mas o interior de Marte é menor e bem mais frio que o de nosso planeta, e não podemos simplesmente aquecê-lo para criar um dínamo. Contudo, em teoria, existem outras maneiras de criar um campo magnético artificial, algumas delas já apresentadas no passado e outras demonstradas em um novo artigo científico.


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Marte poderia se tornar habitável? (Imagem: Reprodução/Nicolas Lobos/Unsplash)

O estudo aponta que o campo magnético artificial pode ser criado com um forte fluxo de partículas carregadas, seja no interior do planeta, seja ao seu redor. Como já sabemos, a primeira opção não é muito viável para a tecnologia humana, mas a segunda ideia parece um pouco mais possível. Os autores sugerem criar um anel de partículas carregadas ao redor de Marte com a ajuda da lua Fobos.

Fobos é a maior das duas luas marcianas e orbita o planeta bem de perto, de modo que completa uma volta ao redor de Marte a cada 8 horas. Assim, a equipe propõe usar esse corpo espacial, ionizando partículas de sua superfície e, em seguida, acelerando-as, de modo que criem um toro de plasma ao longo da órbita lunar de Fobos. Isso seria o suficiente para criar um campo magnético forte, capaz de proteger Marte e possibilitar sua terraformação. Além disso, o anel de plasma não prejudicaria os nossos satélites ao redor de Marte.

A essa altura, você talvez esteja se perguntando quais são os “poréns”, já que até aqui a ideia parece relativamente simples de executar. Bem, o problema são os desafios de engenharia para realizar essa tarefa. O mínimo de energia necessária seria cerca de 10¹⁷ joules, o equivalente a quase todo o consumo de energia da humanidade na Terra em 2020. Isso significa que o uso de reatores de fissão nuclear como fonte de energia pode ser necessário, se quisermos terraformar Marte para permitir que futuros exploradores vivam com certo conforto por lá.

Leia a matéria no Canaltech.

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