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Kendrick Lamar “vira” Will Smith e Kanye West com ajuda de deepfake


No último domingo (8), o rapper Kendrick Lamar lançou o clipe da música “The heart part 5”, em que o cantor contou com a tecnologia deepfake — técnica de manipulação digital de videos e audios com inteligência artificial — para se transformar em outros artistas, como Kanye West e Will Smith.

No vídeo, dirigido pelo próprio rapper, a técnica de deepfake é usada para incorporar a face de outros artistas em seu rosto por meio do uso da inteligência artificial, para trazer uma reflexão sobre o papel que homens negros têm ocupado na mídia dos EUA.

O deepfake é baseado em deep learning (aprendizagem profunda), onde uma inteligência artificial é alimentada com diversos dados como fotos, falas e vídeos de determinadas pessoas para assimilar as informações biométricas como feições e voz.

Por meio do banco de dados, a IA é capaz de aprender como uma pessoa se comporta por meio da identificação de padrões de movimentos, expressões faciais, tons de voz e outras características.

Deepfake é usado para incorporar a face de outros artistas no rosto do rapper ( Imagem: Reprodução/YouTube)

Neste sistema, a IA tenta simular a maneira como nosso cérebro assimila e processa informações ao criar redes neurais artificiais que podem extrair relacionamentos e conceitos complexos dos dados.

Dessa forma, a tecnologia possibilita que vídeos e áudios que simulem uma pessoa real sejam feitos sem a sua presença, gerando um conteúdo falso. Quanto mais dados ela tiver, maior a sua chance de replicar o resultado esperado.

O deepfake tem sido bastante utilizado na indústria do entretenimento: a tecnologia permite, por exemplo, colocar a face de uma celebridade no rosto de um dublê.

O rapper Kanye West, que apareceu no clipe de “The heart part 5″, também usou a técnica para produzir o vídeo da sua música “Life of The Party”, onde anima fotos de sua infância cantando em sincronia com a letra da música.

 

O perigo dos Deep fakes

Apesar de ser uma tecnologia interessante, ela é controversa por ter um potencial bastante negativo. O deepfake já foi utilizado para espalhar fake news sobre eleições, vacinas e outros assuntos, por exemplo. Outra utilidade envolve a falsificação de vozes de CEOs por parte de golpistas para conseguir dinheiro.

Além disso, a técnica também é aplicada na chamada “deepfake porn” que consiste na sobreposição do rosto de uma pessoa em imagens ou vídeos explícitos, para criar conteúdo realista do qual ela nunca participou — fato que tem preocupado e prejudicado muitas pessoas.

Algumas dicas para perceber a presença de manipulação por meio da técnica incluem a identificação de movimentos e expressões faciais incomuns e a sincronia do som com a boca, além da pesquisa da fonte do conteúdo visto em vídeos com a possível utilização de deepfakes, assim como deve ser feito quando se recebe qualquer tipo de informação.

Fonte: Pitchfork, GQ Magazine  



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