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Justiceiro não gosta nem um pouco do seu período “superpoderoso” dos anos 1990


O Justiceiro, polêmico personagem da Marvel, já passou por muitas situações nos quadrinhos — mas nada talvez tenha sido tão bizarro quanto a curta fase em que ele foi escolhido como um guerreiro angelical para limpar a Terra de forças malignas.

Essa curiosa fase do Justiceiro ocorreu no final dos anos 1990, e é considerada uma das piores coisas já feitas com um personagem da Marvel nos quase 80 anos da editora, ao ponto de no próximo arco do polêmico anti-herói, escrito por Garth Ennis e com desenhos de Steve Dillon, Frank Castle retorna, já na primeira edição, as suas raízes como um homem em busca de vingança contra o crime dos EUA.

O Justiceiro em sua fase “angelical”. (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)

Porém, o compromisso dos quadrinhos estadunidenses em ter cronologia acabou fazendo com que na primeira edição dessa fase do Justiceiro, publicada no começo dos anos 2000, uma página fosse dedicada para explicar o que aconteceu com os poderes angelicais do personagem. Mas o que poderia ter sido um resumo virou uma interessante piada ácida, marca de Garth Ennis, roteirista também responsável pela HQ que originou a série The Boys, do Prime Video.

Justiceiro contempla sua fase “angelical”. (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)

Na página, o Justiceiro está com um criminoso no topo de uma torre, e enquanto ele joga o bandido do alto para sua morte, ele pensa para si mesmo que uma vez ele foi um soldado angelical e teve chance de se redimir mas que, na verdade, ele não gostou do trabalho e se desligou da tarefa divina – e no processo, segundo sua narração, ele também aproveitou para xingar os enviados divinos.

Para quem aguentou ler a fase do fim dos anos 1990 do Justiceiro, é provável que o simples abandono do cargo não seja a conclusão mais aguardada. Ao mesmo tempo, olhando criticamente, é uma resolução corajosa para um arco que, de todas as formas, descaracterizou o personagem, o tornando temporariamente um dos heróis mais genéricos da Marvel.

Com isso, e vendo no fim que a Marvel de certa forma aceitou uma crítica por seus próprios erros do passado, o episódio se torna uma curiosa ocorrência na vida do Justiceiro — e uma que agora, quase 25 anos depois, quase nunca é mencionada.

Fonte: Screenrant



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