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Furto de carros “sem chave” está se tornando comum no Brasil


Uma brecha de segurança em modelos de veículos que utilizam a tecnologia keyless para permitir a abertura de portas e partida do motor sem a necessidade de uso da chave, começa a se tornar comum no Brasil. Utilizando dispositivos eletrônicos, os bandidos são capazes de “clonar” os dispositivos e roubar carros sem a necessidade de arrombamento ou abordagens violentas contra seus proprietários.

De acordo com a Polícia Civil de São Paulo (SP), citada em reportagem da Record TV, três casos desse tipo foram registrados na capital paulista ao longo das duas últimas semanas e estão em investigaão. Enquanto isso, na Europa e nos Estados Unidos, tais práticas são mais comuns, atingindo principalmente modelos de luxo de grandes montadoras. Na matéria que foi ao ar no último domingo (3), os veículos mostrados eram da marca Jeep.

O crime é descrito como simples e rápido, já que exige apenas que os bandidos se aproximem da vítima ou da chave do veículo, mas sem a necessidade de contato físico com ela. Usando aparelhos eletrônicos, eles são capazes de clonar o sinal emitido pelas chaves e usá-lo a partir de um celular para destravar as portas do veículo e ligar o motor, saindo com o carro sem chamarem atenção.

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Trata-se de uma brecha de segurança que, no final de março, também foi exibida por pesquisadores da Universidade de Massachusetts, nos EUA, em modelos de fabricantes como Honda e Acura. A vulnerabilidade, chamada pelos estudiosos de “ataque de relay”, atingiria modelos lançados entre 2009 e 2020 da marca japonesa. Ainda que os detalhes da exploração não tenham sido revelados pelos responsáveis, essa não é a primeira vez que algo assim é descoberto em relação aos veículos que usam a tecnologia de aproximação.

Na ocasião, a Honda minimizou o problema, afirmando que, para explorar a abertura, os bandidos precisam estar bem próximos da chave e, depois, do veículo. É justamente o que aconteceu em São Paulo, com um dos casos citados na reportagem da Record TV. Nas imagens de câmeras de segurança, um dos criminosos fica a metros do responsável por um dos carros roubados, enquanto o outro efetua o furto no estacionamento de uma padaria.

Em nota, a Jeep informou que o sistema utilizado pelos veículos exibidos na matéria é o mesmo utilizado por outras montadoras em todo o mundo e que não conhece falhas na tecnologia. Por outro lado, a empresa afirmou que vai investigar o caso em busca de eventuais problemas de segurança.

Já no caso da Honda, a afirmação é que a abertura atinge apenas modelos antigos, que por conta disso, não receberiam atualizações de segurança para resolver o problema. Segundo a fabricante, as tecnologias de segurança legadas disponíveis nesses carros podem estar defasadas em relação aos métodos atuais de ataque.

Como se proteger do roubo de carros “sem chave”

O comunicado da Honda também traz a principal indicação de segurança para quem deseja se defender desse tipo de crime: o uso de carteiras ou capas bloqueadoras de sinais. Tais acessórios trazem “gaiolas de Faraday” em seu interior, que impedem a transmissão do sinal da chave e a ativação de sistemas de clonagem ou reconhecimento desse tipo de frequência.

Além disso, a recomendação aos usuários que desconfiarem terem suas chaves clonadas por criminosos é para que procurem a concessionária. Lá, os técnicos são capazes de resetar o segredo do dispositivo e também do veículo, tornando inúteis furtos de sinal anteriores.

Fonte: Record TV





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