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Fundador do Twitter lamenta “falhas” de quando comandou a rede social


O cofundador e ex-CEO do Twitter Jack Dorsey compartilhou uma série de tuítes na qual comenta sobre as últimas semanas da plataforma. O ex-executivo falou sobre os problemas enfrentados ao longo dos anos e pegou para si responsabilidade das ações tomadas.

“Tentei dar uma pausa no Twitter recentemente, mas devo dizer: a empresa sempre tentou dar o seu melhor diante das informações que tinha. Cada decisão que tomamos foi, em última análise, minha responsabilidade*. Nos casos em que estávamos errados ou fomos longe demais, admitimos e trabalhamos para corrigir”, disse Dorsey no primeiro de cinco tuítes.

Ele afirmou que algumas coisas podem ser “corrigidas imediatamente” e outras exigem repensar todo o sistema desenvolvido. “É importante para mim que tenhamos feedback crítico em todas as suas formas, mas também é importante que tenhamos espaço e tempo para abordá-lo. Tudo isso deve ser feito publicamente”, destacou.

Dorsey comentou sobre a importância de entregar mais transparência para a rede social do passarinho, tanto no âmbito das políticas quanto nas operações, para ganhar a confiança do usuário. “Se é propriedade de uma empresa ou de um protocolo aberto, não importa tanto quanto abordar deliberadamente sobre cada decisão e por que foi tomada. Não é fácil de fazer, mas deve acontecer”, ressaltou.

Arrependimento e culpa para si

Fora do Twitter desde o ano passado, Jack Dorsey disse que nada do que for dito agora importa, porque é preciso olhar para o futuro. “”O que importa é como o serviço funciona e atua, e com que rapidez ele aprende e melhora. Minha maior falha foi essa parte da rapidez. Estou confiante de que pelo menos parte está sendo abordada e será corrigida”, declarou.

A mea-culpa se estende aos banimentos permanentes adotados pela rede, como no caso do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Dorsey disse que é “louco” e “errado” que indivíduos ou empresas sejam penalizados dessa forma. “Como eu disse antes, não acredito que nenhum banimento permanente (com exceção de atividades ilegais) seja correto ou deva ser possível. É por isso que precisamos de um protocolo que seja resiliente às camadas acima”, concluiu o ex-CEO.

A política de banimentos pode ser uma das medidas iniciais adotadas por Musk. Há um temor, contudo, que perfis famosos por espalhar desinformação sobre vacinas, fake news sobre política ou discursos de ódio possam retornar à rede ainda mais fortalecidos.

Críticas de Musk

O comentário de Dorsey vem na esteira das críticas que a equipe de moderação de conteúdo sofreu pelo novo dono do Twitter, o bilionário Elon Musk. O dono da Tesla havia manifestado a intenção de reduzir drasticamente a política de supressão de publicações, o que indica uma mudança nas diretrizes de conteúdos e cortes na equipe.

A polêmica chegou a tal nível que Musk criticou publicamente uma executiva do Twitter, algo que era proibido pelo contrato assinado e colocou em cheque a compra da plataforma. Ele teria alfinetado duas vezes a principal executiva de política da plataforma, Vijaya Gadde, que inclusive havia chorado durante uma reunião com funcionários ao discutir a compra.

Embora não concorde 100% com Musk, Dorsey parece bastante alinhado com as proposições do agora dono do Twitter. Sem o atual conselho de administração, a rede ficaria mais sujeita aos ideais do bilionário, o que pode ter tanto efeitos positivos quanto negativos, a depender da reação das pessoas.

Fonte: Jack Dorsey  





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