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Facebook pode pagar até R$ 280 mil para criadores usarem sua cópia do Clubhouse

A Meta anunciou que pretende pagar até US$ 50 mil (cerca de R$ 280 mil) aos criadores de conteúdo que toparem usar o recurso Live Audio Rooms (Salas de Áudio Ao Vivo) da plataforma, a solução da companhia para rivalizar com o Clubhouse e o Twitter Spaces. A ideia é gastar parte do US$ 1 bilhão reservado para criadores de conteúdo até o fim de 2022 com a remuneração para incentivar o uso da solução de bate-papo por áudio da companhia.

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Essa é uma estratégia já conhecida em outras mídias, como no TikTok e agora no Instagram. Ambos pagam criadores pelo conteúdo de sucesso produzido. No caso do Instagram, por exemplo, usuários do Reels podem lucrar entre US$ 600 (cerca de R$ 3,2 mil) e US$ 8,5 mil (cerca de R$ 46 mil) para postar no formato de vídeos curtos.

O Facebook aposta pesado nos recursos de áudio para fazer a plataforma bombar novamente (Imagem: Divulgação/Facebook)

Com valores ainda maiores, parece que o Facebook realmente aposta nas transmissões de áudio como o futuro das mídias sociais. A ideia é atrair famosos e músicos para receber algo entre US$ 10 mil e US$ 50 mil por sessão realizada, com ao menos 30 minutos de duração, exclusivamente pelo produto de áudio durante cinco meses. Segundo o site The Information, esse valor ainda pode crescer em até US$ 10 mil se a quantidade de convidados superar a expectativa.


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Entre os nomes já estabelecidos no mercado que usaram o Live Audio Rooms estão a cantora Miley Cyrus e a comediante Sherry Cola, embora não haja relatos de que esses indivíduos tenham recebido para comparecer. As salas de bate-papo por voz foram lançadas em junho nos Estados Unidos junto com outras soluções voltadas para áudio, como podcasts, músicas e os Soundbites — pequenos trechos diários de conteúdos em áudio.

Dinheiro gera dinheiro

A prática de remunerar criadores é uma estratégia cada vez mais empregada por quase todas as redes sociais para atrair pessoas. O TikTok, por exemplo, tem um fundo destinado especificamente para isso, enquanto a Snap garante a transferência de recursos pelo programa Spotlight. O Twitter também apostou no áudio com um programa de aceleração pago para criadores de conteúdo no Espaços, medida que começa a ser seguida pelo Facebook agora.

Na briga pela audiência, a Meta é a concorrente com mais dinheiro para gastar em ações como essa, mas é uma das empresas com mais empecilhos pelo caminho. O conglomerado está no centro de discussões sobre o chamado Facebook Papers, envolve-se em polêmicas constantes sobre o uso de dados do usuário com publicidade que deteriora cada vez mais a visão do público sobre a companhia.

Leia a matéria no Canaltech.

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