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Exercícios físicos são uma excelente arma na prevenção do Alzheimer

Um estudo publicado na Journal of Neuroscience na última segunda-feira (22) sugere que a exercícios físicos são capazes de alterar a atividade das células imunológicas do cérebro, o que reduz a inflamação, e consequentemente protege do Alzheimer. Para chegar a essa descoberta, os pesquisadores da Rush University (EUA) analisaram a rotina de exercícios e o cérebro post-mortem de 167 pessoas.

De acordo com o estudo — intitulado Rush Memory and Aging Project — as micróglias (um tipo de célula do sistema nervoso central que inspeciona o tecido cerebral em busca de danos ou infecções e remove detritos ou células mortas) podem ser ativadas de maneira inadequada conforme a pessoa envelhece, causando inflamação cerebral, razão pela qual a função cerebral declina com a idade, e a situação é ainda mais prejudicial no caso de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. A pesquisa aponta que os exercícios podem reduzir a ativação microglial e melhorar função cognitiva no cérebro humano.

Exercícios físicos protegem do alzheimer

Estudo relaciona exercícios físicos com a redução da ativação inadequada das micróglias (Imagem: Pressmaster/envato)

Os pesquisadores analisaram o tecido cerebral em busca de evidências de micróglias ativadas e de sinais de doenças, como vasos sanguíneos prejudiciais ou a presença de placas contendo a proteína beta-amiloide (toxina comum no Alzheimer). Concentraram-se, também, nos níveis de proteínas sinápticas, uma vez que seus níveis indicam se a função cerebral está saudável ou não.


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Os participantes tinham, em média, 86 anos no início do estudo, e cerca de 90 anos quando morreram. A análise póstuma revelou que 60% do grupo apresentava sinais de Alzheimer no cérebro. O estudo concluiu que, quanto mais ativos fisicamente eram os participantes, melhor era sua função motora, mesmo com os sinais de Alzheimer, o que sugere que a atividade física pode reduzir os efeitos prejudiciais da inflamação no cérebro mesmo quando a doença já começou a se desenvolver.

Muitos olhares estão voltados ao Alzheimer ultimamente, e empresas já começaram a testar uma potencial vacina contra a condição neurodegenerativa. Em julho, a Alzheimer’s Association International Conference fez uma estimativa de que o número de casos de Alzheimer no mundo devem simplesmente triplicar até 2050, com direito a 152 milhões de casos.

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