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Dá para tirar boas fotos com celulares bem básicos?


O mercado de celulares cresce cada vez mais e, com as evoluções presentes, os aparelhos estão cada vez mais completos, com configurações de câmeras bem avançadas que — algumas vezes — até permitem obter fotografias em níveis profissionais.

Mas isso é reservado a modelos topo de linha, é claro, como os da linha Galaxy S da Samsung ou os modelos mais avançados da Apple — iPhone 12 Pro e iPhone 13 Pro, por exemplo.

Mas, será que é possível tirar boas fotos com celulares mais básicos, como modelos de entrada? Com a ajuda do fotógrafo profissional do Canaltech, Ivo Meneghel, fizemos alguns testes com três aparelhos de configurações bem simples para ver até que ponto eles conseguem um bom resultado.

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Modelos escolhidos e suas especificações

Para essa análise, escolhi três modelos de entrada de fabricantes que já atuam no mercado brasileiro: o Moto G10, o Realme C11 e o Samsung Galaxy A03s. Optei pelo Realme por oferecer apenas uma câmera traseira, enquanto o Moto G1 e o Galaxy tem especificações mais básicas, apesar do conjunto mais versátil de lentes.

O Galaxy A03s possui uma configuração tripla em sua traseira, com uma lente principal de 13 MP com abertura f/2.2, uma macro de 2 MP com abertura f/2.4 e uma de profundidade de 2 MP com abertura f/2.4. Na frente, ele tem uma câmera de 5 MP com abertura f/2.2.

Já o Moto G10 tem uma configuração um pouco mais encorpada. Seu sensor traseiro principal é de 48 MP com abertura f/1.7, auxiliado por um ultrawide de 8 MP com abertura f/2.2, um macro e um de profundidade, ambos de 2 MP com abertura f/2.4. Para selfies, ele tem uma lente de 8 MP com abertura f/2.2.

Por fim, o Realme C11 é o mais simples entre os modelos escolhidos para a análise. Ele tem uma única câmera traseira, com resolução de 8 MP e abertura f/2.0. Já a câmera frontal é de 5 MP com abertura f/2.2.

Método de análise

Para essa análise, optamos por tirar fotos externas com os três modelos em um ambiente com bastante iluminação natural — um parque. As amostras de imagens foram obtidas tanto em locais com sombra quanto sob a luz solar, a fim de verificar como cada câmera se comporta nos dois cenários.

Foram feitos testes com as melhores condições de foco e ajustes nas câmeras, já que o intuito era explorar ao máximo o desempenho dos smartphones para verificar se, de fato, é possível tirar boas fotos com modelos básicos.

Também usamos um suporte para manter os três celulares travados na mesma posição. Dessa forma, foi possível comparar melhor o desempenho, principalmente entre o Motorola e o Samsung, que possuem mais versatilidade de câmeras.

É importante destacar que esse texto não é um comparativo de desempenho entre as câmeras dos três smartphones, então não entrarei no mérito se um celular se saiu melhor que o outro.

Análise das imagens

Sem fazer muita comparação, os três celulares tiveram seus momentos de destaque durante os testes. Em alguns cenários, por exemplo, o Realme se mostrou mais eficiente do que o Moto G ao oferecer cores mais vibrantes e mais detalhes em plantas. Em outros, o celular da Motorola conseguiu se sobressair ao oferecer uma resolução com níveis de detalhes maiores.

O Galaxy A03s também conseguiu boas fotografias em alguns cenários. Seu modo retrato, por exemplo, conseguiu separar bem a pessoa em destaque do que está ao fundo. Isso aconteceu de forma aceitável tanto com a câmera frontal quanto com a traseira.

A câmera macro — que não existe apenas no Realme C11 entre os modelos testados — também mostrou uma performance bem parecida entre o Moto e o Galaxy. Não é para menos, afinal, os sensores dos dois smartphones são bem parecidos. De qualquer forma, os dois se deram muito bem para tirar fotos aproximadas.

É importante destacar, porém, que utilizamos um suporte para manter o celular bem estável. Caso você queira ir “na raça”, porém, terá que ter bastante paciência para não tirar fotos tremidas, já que a resolução da lente é bem baixa para essa finalidade.

Outro ponto que é importante mencionar é que algumas fotos ficaram com o céu um pouco “estourado”. Isso aconteceu principalmente porque o celular em questão não foi tão eficiente na hora de compensar a claridade. Em compensação, outros aparelhos puderam fazer melhor esse trabalho e não tem tanta perda de informação.

Por fim, as selfies — tanto em modo retrato como no comum — também ficaram em níveis aceitáveis para modelos de entrada. Em alguns casos até foi possível captar bastante detalhes da pele, como rugas e marcas de expressão, mesmo com a câmera frontal de baixa resolução.

Exemplos de fotografias

Fotos obtidas com o Realme C11

Fotos obtidas com o Galaxy A03s

Fotos obtidas com o Moto G10

Conclusão

Mesmo com celulares bem básicos, ainda é possível obter boas fotografias, desde que você tenha à sua disposição condições favoráveis de iluminação e, em alguns casos, um pouco de paciência para fazer o registro “perfeito”.

É claro que não vai sair no mesmo nível de modelos mais avançados, tanto intermediário quanto topo de linha. Mas, para fotografias mais ocasionais, será possível ter boas fotos com smartphones de entrada.

Nosso fotógrafo profissional, Ivo Meneghel, também concordou que é possível obter boas imagens dependendo do cenário e do tipo de fotografia que se deseja:

“A meu ver, quando testamos os celulares, dá para perceber que modelos com câmeras mais simples conseguem sim extrair boas imagens, apesar de não terem sido pensados para isso. Às vezes, as fabricantes não se importam muito com essas funções. Mesmo com só uma câmera, sem grande angular ou outras lentes mais avançadas, o mais importante é conhecer o seu aparelho e ir testando e entendendo em que condições de luz ele se sai melhor. Celular bom para fotografar é aquele que está mais próximo da mão quando precisamos dele!”

É importante destacar que, mesmo que não seja útil em muitos casos, é bom ter um conjunto mais versátil de câmeras. Mesmo em um aparelho básico, é interessante focar em um que ofereça, pelo menos, uma lente grande angular principal auxiliada por uma ultrawide, para imagens mais amplas.

A presença de uma terceira lente é questionável, principalmente em dispositivos básicos, mas há marcas que oferecem um sensor de profundidade e outras que preferem optar por um macro. Eu, particularmente, prefiro a primeira opção, já que ajuda bastante na hora de tirar fotos no modo retrato.



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