Coronavrus: desvende as Fake News mais recentes sobre a pandemia | Detetive TC

Sabemos que nas redes sociais se circula uma série de boatos a todo o tempo. Desde o começo da pandemia no ano passado, esse volume aumentou e teve sua temática muito voltada a notícias falsas sobre a pandemia do novo coronavírus.

De tempos em tempos, a coluna Detetive TudoCelular reúne as últimas Fake News a respeito da Covid-19, para evitar que você acredite em informações improcedentes. Mais uma vez, este espaço separou os últimos boatos e conta a você a seguir:

Eficcia baixa da CoronaVac em idosos


Uma das notícias falsas mais recentes afirma que a eficácia da CoronaVac em idosos de 70 a 80 anos varia entre 3% e 50%. Além disso, afirma que isso será questionado na Justiça e que médicos indicam aplicação de outras vacinas. Confira a corrente espalhada:

“Eficácia da Coronavac será questionada na Justiça e médicos sugerem imunização com outras vacinas O recente resultado da eficácia da vacina Coronavac do Instituto Butantan/Sinovac divulgado pela Estado de São Paulo, deve causar uma enxurrada de processos judiciais. Isso se deve ao fato da baixa eficiência do imunizante importado da China, que varia entre 3% e 50%, para pessoas de 70 a 80 anos. Pessoas que tomaram as duas doses da Coronavac estão requerendo uma nova imunização com doses de outros laboratórios.”

Dentre todos os dados do estudo clínico conduzido pelo Instituto Butantan, não há qualquer indicação para eficácia entre 3% e 50%. Como o próprio TudoCelular divulgou ao longo do tempo, o resultado obtido pela Fase 3 da CoronaVac, com intervalo de 14 dias entre as doses, foi de 50,38% para evitar a contaminação, 78% contra hospitalização e 100% para prevenir mortes. Posteriormente, o Butantan divulgou que a aplicação da segunda dose em até 28 dias aumenta em, no máximo, 20% a eficácia, o que atingiria algo em torno de 70%.

O boato dos “3%” surgiu após um novo estudo de efetividade — que é diferente de eficácia — mostrar uma queda na capacidade de evitar infecções em idosos. Entre 70 e 74 anos, a proteção cai para 61,8%; entre 75 e 79 anos, o índice é de 48,9%; enquanto acima de 80 anos, vai para 28%. Ou seja, bem diferente do que a notícia falsa diz.

De qualquer maneira, é importante ressaltar que o estudo de efetividade realizado pelo próprio Butantan na cidade de Serrana (SP) mostrou a capacidade desta vacina de controlar a doença quando aplicada em massa. Sem contar que, como a pesquisa foi conduzida com a metodologia e a revisão corretas, não há qualquer motivo de questionamento judicial.

Farmcias italianas distribuem hidroxicloroquina?


Por mais que já esteja provada cientificamente a ineficácia da hidroxicloroquina contra o SARS-CoV-2 dentro do organismo humano, o desejo de muitas pessoas por um remédio urgente que seja recomendado para a Covid-19 faz com que esses indivíduos ainda insistam no uso da droga.

Um dos boatos que reforçam isso afirma que farmácias italianas distribuem hidroxicloroquina de graça aos indivíduos para combater a doença. O único momento em que isso ocorreu foi em abril de 2020, somente na região do Piemonte, em 1,5 mil drogarias.

A partir de maio do ano passado, a situação mudou por completo, quando a Agência Italiana de Medicamentos (Aifa) suspendeu a permissão para uso da hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19.

Como você pode conferir no gráfico acima, criado pelo próprio órgão regulador, a utilização desse remédio despencou depois de maio de 2020. Em outras palavras, a mensagem que circula pelo WhatsApp e demais redes está completamente falsa.

Remdio da Pfizer


Outra das correntes com informações distorcidas afirma que a Pfizer desenvolve um medicamento oral contra a Covid-19 à base de hidroxicloroquina. Mais uma vez, as Fake News tentam forçar essa medicação em um contexto que ela não faz parte, ao dizer que o remédio da Pfizer traz a composição “sob nova roupagem”.

Na verdade, a Pfizer havia anunciado em março deste ano que avançaria em um estudo de Fase 1 em adultos no medicamento chamado PF-07321332. Ele, sem qualquer vestígio de cloroquina e seus derivados na composição, atuaria como um inibidor de protease SARS-CoV2-3CL, como explicou a própria farmacêutica.

“O enfrentamento da pandemia Covid-19 requer prevenção tanto via vacina quanto tratamento direcionado para quem contrai o vírus. Dada a forma como o SARS-CoV-2 está em mutação e o impacto global contínuo do Covid-19, parece provável que seja fundamental ter acesso a opções terapêuticas agora e além da pandemia. Projetamos a PF-07321332 como uma potencial terapia oral que poderia ser prescrita ao primeiro sinal de infecção, sem exigir que os pacientes sejam internados ou em cuidados críticos. Ao mesmo tempo, o candidato antiviral intravenoso da Pfizer é uma opção de tratamento nova em potencial para pacientes hospitalizados. Juntos, os dois têm o potencial de criar um paradigma de fim para o tratamento que complementa a vacinação nos casos em que a doença ainda ocorre.”






Mikael Dolsten




Diretor Científico e Presidente da Worldwide Research, Development and Medical da Pfizer

A Pfizer ainda ressaltou que, caso seja comprovado o seu funcionamento no tratamento de Covid-19, poderia também ajudar em ameaças futuras do vírus. No entanto, não há qualquer definição sobre cronograma ou resultado neste momento, visto que a iniciativa se encontra em fase de pesquisa e desenvolvimento.

Vacinao em massa cria variantes do vrus?


Para completar, um dos absurdos espalhados via redes sociais declara que, segundo “um famoso cientista”, a vacinação em massa seria responsável pela criação das novas variantes. A notícia falsa ainda diz que existe uma relação entre o começo da aplicação das doses em janeiro e o aumento de novas infecções nos meses seguintes.

Como o Detetive TC já ressaltou em uma coluna dedicada a cepas e variantes, novas mutações surgem na alta incidência do vírus. Essas alterações são erros na hora da replicação do patógeno na célula humana, que podem gerar características distintas que acabam por virar permanentes.

Por sua vez, a vacinação tem a capacidade de evitar o surgimento de novas cepas, ao combater justamente a multiplicação do vírus na sociedade. Com a diminuição da circulação do agente infeccioso na população, a chance de uma nova cepa reduz ainda mais.

O exemplo mais claro disso é em Israel, um dos primeiros países a vacinar em massa e cobrir a maioria da sua população. Por lá, não houve surgimento de variantes e ainda fez com que o país pudesse retornar com mais agilidade as suas demais atividades.

Como evitar Fake News?


Considerada uma das ameaças de cibersegurança, a Fake News tem capacidade de formar opinião de maneira enganosa em parte da população. Para evitar que isso aconteça com você e as pessoas quem você gosta, é sempre importante checar se a informação que você recebe pelas redes sociais procede.

Atualmente, com uma busca básica no próprio Google com o tema do recado recebido, você já poderá conferir alguma checagem feita anteriormente sobre o fato, ou a informação real sem estar distorcida. Caso você não encontre nada, é mais um indício de que não procede.

Muitas vezes, os internautas acreditam em mentiras porque elas contam algo que vai ao encontro da opinião deles. Portanto, não é somente por concordar com o que mandaram a você que isso se torna um fato.

Outro ponto importante consiste em evitar compartilhar qualquer corrente com seus contatos sem antes ter certeza da veracidade da informação. Não é porque você recebeu de alguém que confia que aquela mensagem traduz a realidade. Afinal, essa pessoa também pode ter recebido de alguém conhecido, confiado sem checar se é verdade e repassado automaticamente.

Você recebeu alguma outra Fake News recente sobre a pandemia do novo coronavírus? Relate para a gente no espaço abaixo.

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