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Como aumentar a segurança em apps de bancos no celular


Vivemos em um mundo cada vez mais dependente da internet e dos smartphones, tecnologias que se tornaram nossos aliados e facilitam o nosso dia a dia. Eles também trouxeram novas formas de lidar com o dinheiro e cuidar da nossa vida financeira. Atualmente, todos os grandes bancos que operam no país possuem apps com facilidades para os seus clientes. Com eles é possível realizar o pagamento de contas, transferência de dinheiro, investimento em recursos e acesso fácil às informações bancárias, como extratos, por exemplo.

Entretanto, a tecnologia também abriu brecha para oportunistas. Não são raros os casos de furto de celulares para invasão dos aplicativos financeiros ou então de pessoas que tiveram suas contas invadidas após abrir algum e-mail malicioso, por exemplo. Apesar do número crescente de invasões e golpes envolvendo conta em banco, alguns simples procedimentos podem ajudar a dificultar a vida dos criminosos. Nesta matéria, separamos algumas dicas para aumentar a segurança em apps de bancos. Confira!

Mobile Banking no Brasil

Os brasileiros estão cada vez mais distantes das agências bancárias tradicionais. Com o surgimento do internet banking e do mobile bank, muitos clientes largaram mão das filas e senhas e passaram a resolver suas pendências através dos smartphones. De acordo com o estudo sobre mudanças nos hábitos de consumo de serviços financeiros diante das novas tecnologias elaborado pela empresa IDC, seis em cada dez brasileiros das classes A, B e C utilizam meios digitais de pagamentos, como aplicativos próprios — PayPal, PagSeguro e Google Pay — a canais de pagamento de contas, compras e transação pela Internet.

As transações realizadas no mobile banking já representaram mais da metade das operações no Brasil (Reprodução/Internet)

Já outra pesquisa divulgada pela CIAB Febraban em 2021, mostra que, pela primeira vez, as transações realizadas no mobile banking representaram mais da metade (51%) do total de operações feitas no país no ano de 2020. O número de transações feitas pelo celular chegou a 52,9 bilhões, ante 37 bilhões em 2019.

Juntos, os canais digitais (internet banking e mobile banking) concentram 67% de todas as transações (68,7 bilhões) e são responsáveis por 8 em cada 10 pagamentos de contas, e por 9 em cada 10 contratações de crédito. Entre os 21 bancos que participaram do levantamento realizado pelo órgão, 8 responderam que foram abertas 7,6 milhões de contas pelos canais digitais, uma alta de 90% ante 2019.

A pesquisa também revelou que as transações com movimentação financeira feitas pelo smartphone registraram um salto de 64% em 2020, impulsionadas principalmente por conta da pandemia e do auxílio emergencial criado pelo Governo Federal para ajudar famílias durante o período. Ainda segundo os dados, praticamente todas as operações disponíveis para os clientes bancários pelo smartphone cresceram em 2020, sendo as principais: contratação de investimentos (+63%), transferências/DOC/TED (+60%), pagamentos de contas (+51%) e contratação de crédito (+44%).

Segurança em apps de banco - pix
O PIX tem crescimento avassalador desde o início de 2022 (Reprodução/Internet)

Outro meio eletrônico de pagamento instantâneo que também tem apresentado crescimento avassalador é o PIX. Criado pelo Banco Central em 2020, em um ano ele se tornou o segundo meio de pagamento preferido dos brasileiros, ficando atrás somente dos cartões de crédito e débito. O meio de pagamento também é tido como o mair confiável pelos brasileiros. Segundo a pesquisa da Fiserv, encomendada pela CNN Brasil, 66% dos brasileiros acreditam que o meio de pagamento é seguro, na frente de dinheiro em espécie (57%), código de barras (57%) e cartão com chip na maquininha (56%).

Quais os principais golpes utilizados em aplicativos de bancos?

Com o crescimento do mobile banking, também surgiram diversos golpes que visam conseguir dados sensíveis do usuário e assim acessar os apps de banco. Por isso, é importante ficar muito atento ao compartilhamento de informações e aos cadastros realizados. Confira os principais golpes que ocorrem online!

Um golpe comum é o envio de links falsos por e-mail ou redes sociais que contenham falsas informações como “seu cartão está bloqueado, atualize seus dados para desbloquear”. Muitos usuários desavisados acabam acessando esses links e fornecendo dados pessoais, como nome completo e CPF ou bancários, como número dos cartões, senhas e códigos de segurança. Além disso, alguns links podem conter vírus que roubam os dados e permitem aos golpistas acessarem suas contas.

Golpe do WhatsApp

Como aumentar a segurança em apps de bancos no celular. Veja como proteger apps de bancos no celular, bloqueando acesso, ocultando e aplicando práticas para ficar seguro em caso de roubo
Golpistas tentam clonar o WhatsApp da vítima (Reprodução/Internet)

Quando os criminosos possuem o nome e o número de celular da vítima, eles tentam clonar o seu WhatsApp. Com esses dados em mãos, eles entram em contato com conhecidos da pessoa se passando por uma Central de Atendimento ao Cliente e pede o código de segurança que chegará por SMS para fazer algum procedimento de atualização ou manutenção de cadastro. Caso a pessoa informe o código, eles clonam o WhatsApp e com acesso aos contatos da vítima, se passam por ela pedindo dinheiro emprestado.

Falsa Central de Atendimento

Assim como no golpe do WhatsApp, os golpistas com posse do nome e do número da vítima entra em contato com ela se passando pela Central de Atendimento ao Cliente de algum banco ou empresa na qual ela tenha cadastro. Nesse caso, eles pedem a confirmação de dados pessoais e financeiros e utilizam essas informações para pedir empréstimos ou fazer cadastros de cartões de crédito.

Dicas para aumentar a segurança em apps de bancos

Para aumentar a proteção do seu dispositivo e evitar golpes em aplicativos, é preciso ficar atento a várias configurações e até realizar alguns truques. Isso irá aumentar não só a segurança em apps de bancos como proteger seus dados pessoais e evitar outras fraudes no seu nome.

Tela de bloqueio e senhas

Segurança em apps de banco
Além de cadastrar a sua biometria, cadastre apenas senhas fortes (Reprodução/Internet)
  • Ative o bloqueio automático do seu smartphone para o menor tempo possível após a utilização, 10 ou 15 segundos. Bloquear o celular rapidamente tornará mais improvável que o ladrão encontre seu celular desbloqueado;
  • Além de cadastrar a sua biometria, cadastre apenas senhas fortes. Evite sequências numéricas, datas de aniversário ou senhas repetidas;
  • Cadastre um PIN de segurança também no chip do seu celular, dessa forma, será preciso inserir esse código para fazer chamadas ou receber SMS após reiniciar o seu dispositivo;
  • Como não é recomendado usar as mesmas senhas para todos os apps, pode ser difícil recordar de todas as senhas. No entanto, não salve essas senhas em mensagens ou blocos de notas do próprio dispositivo. Considere utilizar Gerenciador de Senhas, como o SafeInCloud Pro, dessa forma, só será necessário lembrar uma senha para acessar as demais;
  • Não utilize o recurso “lembrar/salvar senhas” em navegadores e sites seu smartphone;
  • Não utilize o seu e-mail principal — aquele que você usa no celular — como e-mail de recuperação de senha. Crie uma conta de e-mail secundária, só para essa função, e deixe ela apenas no computador. Dessa forma, ninguém poderá alterar suas senhas utilizando apenas o seu smartphone;
  • Para melhorar ainda mais a segurança, ative a autentificação em duas etapas em seus aplicativos. É possível fazer isso no Twitter, WhatsApp, Facebook, Instagram e até mesmo no Gmail. Saiba como conferindo os nossos tutoriais.

Esconda ou bloqueie seus apps de banco

Diversas fabricantes possuem o recurso “pasta segura” que esconde aplicativos que podem ser acessados apenas através de senhas ou impressão digital. Existem também apps específicos para essas funções que podem ser baixados facilmente na PlayStore. Dessa forma, não é necessário ter um segundo celular, até porque isso pode inviabilizar transações em bancos mais seguros que utilizam sua localização para evitar outros tipos de acessos na sua conta.

O appblock é aplicativo de bloqueio que pode ser utilizado em qualquer dispositivo android (reprodução/appblock)
O AppBlock é aplicativo de bloqueio que pode ser utilizado em qualquer dispositivo Android (Reprodução/AppBlock)
  • Em celular Samsung, entre em configurações e procure a opção “Pasta Segura”. Após ativar, o celular cria uma área separada para você salvar os apps de banco (e outros aplicativos que prefere manter secretos), que só poderá ser aberta com PIN ou Impressão Digital;
  • Nos iPhone, você pode esconder apps indo em “Configurações”, depois em “Siri e Busca”, ache o app do seu banco e desative nele a opção “mostrar na tela de início”;
  • Em celular da Xiaomi dá para esconder e bloquear apps, para abrirem só com impressão digital. Vá no app “segurança” e procure por “bloqueio de apps”, siga a configuração. E, depois procure por “ocultar apps”;
  • Em celular Xiaomi você também pode entrar na gaveta de apps e arrastar o dedo duas vezes, do canto esquerdo da tela para o direito, para entrar numa “área de apps secretos”, bloqueada por senha ou impressão digital. Esconda os apps de banco lá;
  • O AppBlock é aplicativo de bloqueio que pode ser utilizado em qualquer dispositivo Android para bloquear com senha ou impressão digital qualquer aplicativo, inclusive os apps de banco. Após instalar, basta escolher o que você deseja proteger para evitar golpes em aplicativos. Nele também é possível esconder fotos, vídeos e outros arquivos.

Dicas para os apps de bancos

Segurança em apps de banco
Não utilize apps de bancos que não possuam autentificação biométrica ou PIN de acesso (Reprodução/Internet)
  • Caso você ainda escolha utilizar as mesmas senhas para muitos aplicativos, escolha pelo menos senhas diferentes para os apps de banco;
  • Mantenha no seu smartphone apenas apps de banco que você realmente utilize. Apagar apps e contas antigas evita os golpes de empréstimos;
  • Não utilize apps de bancos que não possuam autentificação biométrica ou PIN de acesso, eles não são seguros;
  • Reduza os seus limites diários nos cartões de créditos e saques ou transferências via PIX;
  • Troque de cartão de crédito uma vez por ano. Você irá se proteger de usos não autorizados e até mesmo rever serviços cobrados automaticamente.

Outras dicas importantes

Segurança em apps de banco
Evite acessar seus apps de banco em locais públicos (Reprodução/Internet)
  • Mantenha o sistema operacional do seu celular sempre atualizado, assim ele estará mais protegido;
  • Não utilize o seu smartphone com a janela aberta quando estiver no Uber ou em transportes públicos;
  • Evite acessar seus apps de banco em locais públicos. Prefira utilizá-los apenas em locais seguros se for possível;
  • Utilize apenas um cartão de crédito em aplicativos de compras, como iFood, Uber, Magalu ou Mercado Livre. Dessa forma será mais fácil realizar o cancelamento;
  • Caso esteja fazendo uma compra pontual, prefira utilizar a função Cartão Virtual do seu banco, assim o código de segurança será alterado após a compra.

O que fazer se tiver o celular perdido ou roubado?

Após o roubo, furto ou até mesmo a perda do seu smartphone é preciso manter a calma e realizar uma série de medidas o mais rápido possível para deixa-lo inacessível e impedir possíveis golpes em seus apps de banco. E atenção, é muito importante que você siga essa ordem:

Apagar os dados remotamente

Apagar todos os dados do seu smartphone é a primeira medida a ser tomada. Isso pode ser feito remotamente utilizando outro smartphone ou um PC.

Android

Acesse android.com/find e realize o login com sua Conta Google cadastrada no seu smartphone.

Segurança em apps de banco - apagar dados do dispositivo
Acesse android.com/find e realize o login com sua Conta Google (Reprodução/Showmetech)

Em seguida, clique em Limpar Dispositivo. Agora todos os seus dados serão apagados do seu dispositivo, evitando que acessem seus dados pessoais e seus aplicativos.

Segurança em apps de banco - apagar dados do dispositivo
Clique em Limpar Dispositivo (Reprodução/Showmetech)

Lá também é possível emitir um som para que você possa conferir se o seu aparelho está por perto, ou bloquear o dispositivo e sair da sua conta. No entanto, caso não seja um caso de perda de aparelho, o ideal é que você se proteja apagando os seus dados.

iPhone

Caso seu dispositivo seja iOS, o procedimento é parecido. Acesse icloud.com, clique em Buscar iPhone e confirme a sua sessão.

Segurança em apps de banco - apagar dados do dispositivo
Acesse icloud.com, clique em Buscar iPhone (Reprodução/Showmetech)

Em seguida em Apagar iPhone ou iPad, caso esse seja o dispositivo utilizado.

Segurança em apps de banco - apagar dados do dispositivo
Clique em Apagar iPhone/iPad (Reprodução/Showmetech)

Em ambos os casos, é possível emitir um som para que você possa conferir se o seu aparelho está por perto, ou bloquear o celular e sair da sua conta (modo perdido no iOS). No entanto, caso seja um caso de celular roubado, o ideal é que você se proteja apagando os seus dados.

Informar ao banco que o aparelho foi roubado

Após formatar remotamente o seu dispositivo, é preciso ligar para a sua agência bancária e informar e pedir o bloqueio das contas informando o roubo (ou furto ou perda) do seu aparelho. Após o contato, caso haja alguma transferência indevida, a responsabilidade deixa de ser sua e passa a ser do banco.

Pedir o bloqueio da linha telefônica e IMEI

Agora você pode ligar para a sua operadora e pedir que bloqueiem a sua linha telefônica por motivo de perda ou roubo — atenção, não faça isso antes de apagar os dados do seu smartphone, pois sem internet, não será possível formatar o dispositivo — e pedir também o bloqueio do IMEI (Identidade Internacional de Equipamento Móvel) para que o dispositivo seja impedido de acessar redes móveis ou fazer ligações em outras operadoras. Os números das operadoras são:

Bloquear imei
Bloquear o celular utilizando o IMEI impedirá o acesso à redes moveis e ligações (Reprodução/Showmetech)
  • Claro: 1052 (para ligações de qualquer telefone);
  • Nextel: 1050 (para ligações de qualquer telefone);
  • Oi: 1057 (para ligações de qualquer telefone);
  • TIM: *144 (apenas para ligações de celular TIM) ou 1056 (de qualquer telefone);
  • Vivo: *8486 (apenas para ligações feitas de um celular Vivo) ou 1058 (de qualquer telefone).

Fazer um boletim de ocorrência na Polícia Civil

O boletim de ocorrência pode ser feito em delegacias ou até mesmo online. Ele irá proteger seus direitos caso ocorra algum crime contra você ou em seu nome e também irá auxiliar as autoridades a identificar possíveis golpes.

Mas, afinal, os bancos também são responsáveis?

Apesar de muitas instituições bancárias afirmarem que não possuem quaisquer responsabilidades em caso que consumidores sejam alvos de golpes de criminosos, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) afirma que os bancos têm responsabilidade, sim, já que são eles que devem garantir a segurança dos aplicativos e das operações financeiras. O órgão ainda diz que, caso a vítima tenha valores subtraídos de suas contas de maneira delituosa, ela tem direito a pedir ressarcimento de um eventual prejuízo.

O consumidor pode e deve entrar e contato com o banco para ser ressarcido, inclusive porque o banco tem todo o aparato tecnológico para identificar movimentações sucessivas ou em valor considerável que fogem do padrão da pessoa, e tem condições de bloquear esse tipo de transação

Michel Roberto de Souza, advogado do Idec.

Segundo Michel Roberto de Souza, advogado do Idec, é competência do banco comprovar que não houve falha de segurança interna e que a culpa teria sido exclusiva do cliente. Ainda segundo ele, as pessoas que enfrentarem qualquer tipo de conflito deste tipo com o seu banco, podem fazer também uma reclamação contra a instituição financeira no site do Banco Central e também no Procon.

Sempre há a possibilidade também de entrar com uma ação no juizado especial de pequenas causas e, no valor de até 20 salários mínimos, a pessoa não precisa ser acompanhada de um advogado, podendo se dirigir pessoalmente ao juizado

Michel Roberto de Souza, advogado do Idec.

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Fontes: G1, CNN.





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