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Cientista quer entregar desfibriladores com drones para salvar mais vidas


Um pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, trabalha no desenvolvimento de um sistema de entrega que utiliza drones para levar desfibriladores a locais de difícil acesso. A ideia é usar a agilidade dos veículos aéreos não tripulados para chegar rapidamente até os pacientes.

Segundo o professor de engenharia Justin Boutilier, em paradas cardíacas fora dos hospitais, as taxas de sobrevivência caem em até 10% para cada minuto sem tratamento, tornando a rapidez no atendimento essencial para que pessoas infartadas tenham chances reais de recuperação sem sequelas.

“As ambulâncias não são rápidas o suficiente para isso, especialmente em áreas não urbanas, então os drones são uma boa opção. Eles são rápidos em voos em linha reta e os desfibriladores são relativamente leves. Uma combinação perfeita entre agilidade e eficiência”, explica Boutilier, que é o autor do projeto.

Outras iniciativas

A ideia de usar drones autônomos não tripulados para entregar desfibriladores em locais afastados ganhou força depois que Boutilier viu um vídeo de um protótipo parecido, apresentado por cientistas da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, em 2016.

Em janeiro de 2022, um médico de folga usou um desfibrilador entregue por um drone para salvar a vida de um homem de 71 anos na Suécia. Nos últimos anos, a empresa Drone Delivery Canada também realizou alguns testes com situações simuladas de parada cardíaca para avaliar a eficácia do uso dessas aeronaves em operações de salvamento.

“Partindo dessas experiências bem-sucedidas, nosso sistema pode aproveitar técnicas de otimização e aprendizagem de máquina para melhorar a qualidade, o acesso e a entrega de assistência médica em locais onde o tempo de resposta influencia negativamente nas taxas de sobrevivência de pessoas infartadas”, acrescenta Boutilier.

Pronto atendimento

O projeto apresentado pelo professor inclui um sistema capaz de melhorar o tempo médio de resposta no pronto atendimento. Ele estima que ao usar uma rede de drones equipados com desfibriladores é possível ter uma taxa de sobrevivência de 42% a 76% entre pessoas que sofrem paradas cardíacas fora dos hospitais.

Professor Boutilier diz que com o uso de drones a chance de sobrevivência de infartados pode chegar a 76% (Imagem: Reprodução/University of Wisconsin-Madison

Além disso, um sistema de entrega composto por apenas três drones já seria suficiente para reduzir o tempo médio de resposta em aproximadamente um minuto. Parece pouco, mas segundo Boutilier, já é o bastante para aumentar as chances de sobrevivência de um paciente em 10%.

“As áreas rurais são muito mais fáceis para os drones voarem, por isso as melhorias no atendimento podem ser grandes nesses locais. No entanto, em cidades lotadas ainda existem algumas dúvidas sobre o design dessas aeronaves. Precisamos pensar em soluções que garantam que as pessoas estarão confortáveis para usar um desfibrilador entregue por um drone”, encerra Boutilier.



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