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Casal russo briga na justiça pela posse de cérebros congelados; entenda


Um divórcio normalmente precede batalhas judiciais pela guarda dos filhos ou pela posse de imóveis, carros, etc. No entanto, um casal russo que compartilha a sociedade de uma empresa de criogenia chamada KrioRus se enfrentou pela propriedade de 50 cérebros e 26 cadáveres congelados.

A briga teve início no último mês de setembro, quando a cofundadora da empresa, Valeria Udalova, tentou embalar diversos tanques isolados a vácuo (com humanos congelados dentro) e transportar para um caminhão com a ajuda de um guindaste, ação que só teve fim com a chegada da polícia.

Desde então, o cofundador Danila Medvedev — ex-marido de Valeria — passou a lutar para recuperá-los. Ambos argumentaram às autoridades que são os legítimos proprietários desses corpos congelados, e só recentemente os tanques voltaram para o armazém original. No entanto, russo conta que nesse período, a ex-mulher chegou a danificar os tanques e a acusa de mandar bandidos a seu apartamento, como tentativa de ameaçá-lo.

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No entanto, a lei russa não permite a posse do corpo de outra pessoa dessa forma, e o paradeiro atual dos cérebros ainda é desconhecido. Segundo especialistas da criogenia, a deterioração de um cérebro (ou mesmo um cadáver) congelado é rápida, e levaria poucos minutos após a movimentação dos tanques. Para se ter uma noção, é como tirar uma carne do freezer, deixar descongelar e congelar novamente.

Casal russo briga na justiça pela posse de cérebros congelados (Imagem: Aew/Rawpixel)

Criogenia

A criogenia permite guardar células, tecidos e órgãos para serem utilizados posteriormente. Sem essa técnica, fica impossível a tarefa de guardar células-tronco, órgãos para transplantes, pele para enxerto, etc. Na prática, usa-se o nitrogênio líquido para o congelamento, levando o metabolismo de uma célula ou tecido a -133 °C.

No Brasil, também utilizamos essa tecnologia: o Centro de Criogenia Brasil foi fundado em 2003, coletando apenas células-tronco do sangue de cordão umbilical, conhecidas também como células-tronco hematopoiéticas.

Fonte: Futurism, Slate



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