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Brasileiro vence em “Oscar da Fotografia” ao retratar destruição da Amazônia


O fotojornalista Lalo de Almeida, da Folha de São Paulo, foi contemplado pelo World Press Photo (WPP), uma das mais importantes premiações do fotojornalismo global, ao registrar a destruição da Floresta Amazônica. O brasileiro venceu na categoria de “Longa Duração” do concurso, que também é conhecido como o “Oscar da Fotografia”.

A série fotográfica de Almeida, chamada “Distopia Amazônica”, retrata bem a destruição da maior floresta tropical do mundo, produzida pelo intenso desmatamento, além das atividades de mineração na região. As imagens foram feitas para a Folha de São Paulo e para a agência de fotos Panos Pictures.

Mulheres e crianças do povo Pirahã, que vivem próximos ao Rio Maici, observam os motoristas da rodovia Transamazônica (BR-230) na esperança de ganharem alguma comida (Imagem: Reprodução/Lalo de Almeida/Folha de São Paulo/Panos Pictures)

Cerca de 60% da Amazônia se encontra em território brasileiro. Só no ano passado o desmatamento da floresta cresceu 29%, em comparação ao ano anterior. Segundo o Conselho de Relações Exteriores (CFR, na sigla em inglês), o Brasil perdeu um quinto de sua cobertura florestal nos 50 anos anteriores a 2019.

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As obras de Almeida revelam cenários como a destruição causada pelas motosserras na Reserva Extrativista Arapaxi, no estado do Amazonas, as obras não concluídas da rodovia BR-319 que liga as cidades de Manaus e Porto Velho, e o gado passando por cima de uma terra recém-queimada, na Floresta Nacional de Altamira, no estado do Pará.

Paisagem coberta de fumaça vinda de um incêndio no Parque Indígena do Xingu (Imagem: Reprodução/Lalo de Almeida/Folha de São Paulo/Panos Pictures)

A presidente do júri do WPP, Rena Effendi, comentou que o projeto retrata algo que não tem apenas efeitos negativos locais, mas também globalmente. “Pois gera uma reação em cadeia”, acrescentou Effendi. Parte do trabalho de Almeida foi publicada na série “Amazônia sob Bolsonaro”, da Folha de São Paulo.

Documentando a destruição em outras partes do mundo

O concurso recebeu inscrições 4.066 fotógrafos de 130 países, mas apenas 24 foram selecionados como finalistas. As obras apresentam histórias corajosas que mostram os efeitos inquestionáveis da crise climática em curso, bem como a preservação das práticas indígenas.

Além da categoria Prêmio Projeto de Longo Prazo, na qual o fotojornalista brasileiro foi contemplado, o concurso elegeu mais três vencedores, nas seguintes categorias:

  • Foto da Imprensa Mundial do Ano: com o projeto “Kamloops Residential School”, com a fotojornalista canadense Amber Bracken, do veículo The New York Times;
  • História do Ano: o vencedor dessa categoria foi o ensaio “Salvando Florestas com Fogo”, do fotojornalista australiano Matthew Abbott, que trabalha para a National Geographic e para a agência Panos Pictures;
  • Formato Aberto do Ano: nessa categoria venceu o trabalho “Sangue é uma Semente”, da fotojornalista equatoriana Isadora Romero.

O ensaio “Salvando Florestas com Fogo” retrata indígenas australianos queimando suas terras com uma prática conhecida como “cool burning” (“queimada fria”, em tradução literal). Nessa atividade, o fogo se move lentamente e queima apenas a vegetação rasteira.

Effendi também destacou que as histórias e fotografias vencedoras globais estão interconectadas. “Abordam as consequências da corrida da humanidade pelo progresso e seus efeitos devastadores em nosso planeta”, apontou a presidente do júri.

O trabalho completo de “Distopia Amazônica”, do fotojornalista brasileiro, pode ser acessado aqui. Já as outras obras também premidas pelo concurso podem ser vistas aqui.

Fonte: WPP (1, 2), Via UOL



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