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Assinantes estão sobrecarregados com opções de streaming, mas não querem parar


Quem nunca se incomodou com a quantidade de lançamentos semanais e material disponível nos inúmeros serviços de streaming? Acredite, essa é uma preocupação para quase metade dos usuários dessas plataformas. Mas, curiosamente, isso acompanha uma ideia quase oposta, a de que essas mesmas pessoas não apenas desejam manter a quantidade de serviços como querem assinar mais caso os lançamentos as interessem.

São essas as conclusões de uma pesquisa da Nielsen realizada nos Estados Unidos, que revelou que 46% dos usuários se sentem sobrecarregados com a quantidade cada vez maior de lançamentos e fornecedoras de conteúdo. A maior dificuldade é encontrar o que assistir em meio à enorme quantidade de serviços de streaming ou acompanhar as mudanças oriundas de licenciamento em novas plataformas.

Por outro lado, 93% dos participantes do estudo afirmaram que não querem alterar sua carteira atual de assinaturas, além de considerarem assinar pelo menos mais um novo serviço de streaming em 2022. Em relação a levantamentos passados, mais do que dobrou o número de pessoas que assinam quatro ou mais serviços de streaming: em 2019, eram 11%; ao final de 2021, 35%.

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Número de serviços de streaming assinados por usuário (Imagem: Reprodução/Nielsen)

São dados que caminham lado a lado com o aumento no tempo gasto consumindo conteúdo via streaming. De acordo com a Nielsen, em fevereiro de 2022, os usuários passaram 169,4 bilhões de minutos diante das telas, um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2021. Hoje, 28% da utilização de TVs nos EUA é oriunda de serviços desse tipo, um total que ainda está atrás das emissoras ao vivo, mas se aproximando a cada ano.

E é claro que, para aproveitar todo esse potencial, também aumentou o investimento das empresas em conteúdo. Segundo a consultoria, hoje são 817 mil títulos disponíveis nas plataformas de streaming, entre séries, filmes, especiais, transmissões e demais materiais, um volume que aumentou 26,5% entre 2020 e 2021. Nos últimos dois anos, foram mais de 171 mil lançamentos, o que permite entender completamente a sobrecarga dos usuários.

Distribuição de conteúdo nas plataformas de streaming em fevereiro de 2022 (Imagem: Reprodução/Nielsen, Gracenote)

Para Brian Fuhrer, vice-presidente sênior de estratégia de produtos da Nielsen, o mercado de streaming começa a entrar agora em uma fase de maturidade, evidenciada, por exemplo, pelos pacotes que reúnem diferentes plataformas em uma única assinatura. A multiplicação das opções fez com que os clientes se perdessem, gerando também um aumento nos preços, com a união sendo vista como um caminho para manter o crescimento e os números no longo prazo.

Prova disso é que, para 64% dos participantes da pesquisa, opções de pacotes que permitam acesso a mais de uma plataforma de streaming de uma vez são atrativas. A ideia, porém, é que a escolha de quais serviços serão usados seja possibilitada, algo que ainda não está necessariamente disponível por aí. É o caminho, aponta o levantamento, para o aumento sustentável que é a menina dos olhos, principalmente, das plataformas com mais tempo de vida.

Fonte: Nielsen State of Play



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