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A difícil convivência entre humanos e robôs de delivery


A recente ascensão dos robôs autônomos que fazem entregas nos Estados Unidos tem gerado uma série de questões a respeito da segurança das pessoas e dos próprios bots. Semanas atrás, um professor de direito ambiental da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) fotografou uma situação inusitada.

Sean Hecht estava caminhando pelo campus quando se deparou com vários desses robôs de entrega de comida tentando descobrir como contornar alguns patinetes elétricos abandonados pelo caminho. O mais estranho é que os humanos que tentavam auxiliar os bots ficaram irritados porque eles, aparentemente, não aceitavam ser ajudados.

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“Um aluno disse: ‘Estamos tentando ajudá-los aqui’, o que achei incrível”, disse Hecht. Mas havia também algumas pessoas que estavam se perguntando porque eles não quebravam logo os robôs e se aproveitavam do bug das máquinas para roubar toda a comida”, lembra o professor.

Convivência difícil

Segundo os especialistas, ser um bot de entrega nos Estados Unidos não é nada fácil. Postagens feitas nas redes sociais mostram os robôs sendo chutados por pedestres raivosos, ou espancados por vândalos em plena luz do dia. Outros relatos indicam que eles são alvos constantes de brincadeiras de mau gosto, pichações e até do xixi de cachorros.

É por isso que, à medida que os bots de entrega proliferam e novas startups entram nesse mercado, os esforços para buscar soluções de convívio entre máquinas e seres humanos, têm aumentado na mesma proporção. Outro fator importante, é que grupos de planejamento urbano estão sendo criados para melhorar o trânsito dos robôs por cidades como São Francisco, Nova York e Los Angeles.

“Começamos a trabalhar em novas maneiras de usar nossos sensores e câmeras para mapeamento digital das vias públicas. Estamos notificando as cidades sobre obstáculos nas ruas e calçadas em mau estado de conservação que podem causar ferimentos ao humanos e danos aos robôs”, explica o co-fundador da startup Kiwibot David Rodriguez.

Mais amigáveis

Para mostrar que os robôs são seguros, confiáveis e podem conviver pacificamente com os seres humanos, algumas empresas apostam em modelos com telas de LED que exibem mensagens e emojis. Outras investem em sistemas com bots mais inteligentes, capazes de conversar, interagir e até oferecer ajuda a pedestres com dificuldade para apertar o botão de um semáforo, por exemplo.

A Kiwibot, em parceria com a Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, desenvolveu um sistema para avaliar quais robôs seriam mais apropriados para ambientes urbanos. Uma das conclusões, é que a velocidade máxima de um bot que trafega por uma calçada não deve ser maior que a velocidade de um ser humano percorrendo o mesmo trajeto.

“É importante ajudarmos a preparar as cidades para nossos bots. O que estamos fazendo agora é trabalhar juntos em termos de regulamentação para que isso aconteça de forma coordenada. Não dá para impor qualquer tipo de convivência saudável sem pensar nos dois lados, tanto dos humanos, quanto dos robôs”, encerra David Rodriguez.

Fonte: Tech Xplore





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