A beleza dos citrinos – Revista Jardins

Um símbolo da região mediterrânica, os citrinos desde sempre foram utilizados como plantas ornamentais.

Além da beleza da árvore e do facto de ser de folha persistente, tem a grande mais-valia de produzir frutos e ainda flores muito aromáticas.

Vou apresentar alguns citrinos mais originais, todos eles à venda em Portugal e que podem ser uma ótima aquisição para o seu jardim, pomar ou mesmo varanda ou terraço.

LIMOEIRO-CAVIAR

CITRUS AUSTRALASICA

Um limão até agora pouco conhecido, originário da Austrália, que tem uma procura crescente, pois muitos chefes de cozinha em todo o mundo começaram a usá-lo para temperar pratos de peixe, nomeadamente sushi. Estes limões são difíceis de encontrar e podem chegar a um valor de 350 euros por kg.

O limão é muito aromático (o sabor é entre o limão e a lima, tem uma acidez muito suave); o nome caviar deriva do facto de os seus gomos parecerem pequenas gotas, semelhantes ao caviar. Existe com o fruto de várias cores, encarnado, verde e amarelo.

Mais resistente ao frio do que os restantes limoeiros, bem como resistente à falta de água. Muito fácil de cultivar em vaso. Não aguenta geadas prolongadas.

LIMOEIRO-MÃO-DE-BUDA

CITRUS MEDICA VAR. SARCODACTYLIS

Um limoeiro, originário dos Himalaias, onde é muito usado em cerimónias religiosas, pois a mão aberta é muito simbólica para os budistas.

O fruto é muito original com a sua forma de mão com dedos longos. Não tem sumo nem caroço, mas a sua casca, muito aromática, é usada em infusões, bebidas várias e para aromatizar. Tem muitas propriedades medicinais. Muito resistente ao frio e ao calor.

KUMQUAT

FORTUNELLA MARGARITA

Um citrino muito ornamental e fácil de cultivar em vaso. Frutifica a partir de metade do inverno e pode estar a frutificar muitos meses seguidos.

O seu fruto tem um formato oblongo e tem a curiosidade de se comer com a casca, pois a sua polpa é muito amarga, mas a casca é doce e é a combinação das duas que o torna delicioso. Muito usado em saladas, sumos e cocktails, compotas, etc. Resistente ao frio e ao calor.

BERGAMOTA

CITRUS AURANTIUM BERGAMIA

Este citrino é originário de Itália, da costa da Calábria. O fruto é grande e tem uma forma de pera mas mais arredondado.

Muito procurado pela indústria da perfumaria, pois é um aroma cítrico muito original. É também este citrino que aromatiza um dos blends de chá mais famosos do mundo, o Earl Grey, que é aromatizado com óleo essencial e bergamota.

É resistente ao frio e ao calor e desenvolve-se bem em vaso.

LIMOEIRO MEYER

CITRUS X MEYER

Este citrino é um cruzamento entre um limão e tangerina. O fruto sabe a limão, mas é mais pequeno e mais redondo. Muito resistente ao frio e, como não cresce muito, é uma ótima opção para cultivar em vaso.

Ficou célebre nos EUA, pois passou a ser usado por vários chefes de cozinha famosos, sendo Martha Stewart uma grande apreciadora deste limão para as suas receitas.

LIMOEIRO SANGUÍNEO

CITRUS LIMON ROSSO (LIMONIA)

Este limoeiro sanguíneo é muito bonito e ninguém fica indiferente ao fruto cor de laranja escuro quase encarnado que é muito ornamental. O sabor é igual ao do limão amarelo, mas é muito mais bonito pela tonalidade não só da casca como da polpa, que também é encarnada.

Gosta de zonas com muitas horas de sol direto, mas também se desenvolve bem na meia-sombra, principalmente nos meses mais quentes do ano.

Cuidados gerais com os citrinos

Colocar numa zona com muitas horas de sol direto, pode ter meia-sombra no verão.

Dão-se bem em vaso desde que este seja grande e tenha com uma boa drenagem que permita um bom desenvolvimento das raízes sem que estas nunca encharquem.

Necessitam de ser fertilizados regularmente para que tenham todos os nutrientes necessários ao seu bom desenvolvimento, boa floração e frutificação. O ideal é usar um adubo orgânico e fertilizar quando se planta e, pelo menos, mais três vezes por ano, primavera, verão e outono.

Podem ser podados ligeiramente para remover os ramos secos e controlar o tamanho, mas não gostam de podas radicais.

Necessitam de regas regulares, principalmente nos meses mais quentes. Em vaso, são menos resistentes à secura.

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