Flash Sale! to get a free eCookbook with our top 25 recipes.

5 motivos para NÃO comprar o JAC E-J7


O JAC E-J7, luxuoso sedan elétrico lançado pela marca chinesa no Brasil, tem ótimo motor, acabamento de primeira linha e um design esportivo e arrojado, capaz de agradar a muita gente. Outro grande atrativo do carro é a promessa da montadora de que “ele tem preço dos rivais a combustão”.

Mas nem tudo são flores e há pontos a serem melhorados no carro chinês. Pensando nisso, o Canaltech listou 5 motivos que podem fazer você não comprar o JAC E-J7.

5. Pacote de segurança

O JAC E-J7, como todos os outros carros da marca chinesa, elétricos ou não, tem um problema crônico, principalmente nos tempos atuais, em que segurança e tecnologia andam de mãos dadas.

O sedan 100% elétrico da JAC tem, sim, um excelente pacote de tecnologia à disposição, mas faltam basicamente todos os itens importantes de segurança dentro dele. Não há aviso de colisão frontal, alerta de ponto cego, assistente de permanência em faixa, piloto automático adaptativo (ACC), etc.

Não à toa, o preço cobrado pela JAC pelo sedan (cerca de R$ 260 mil) é apenas um pouco superior ao do compacto Fiat 500e, que dá um banho no rival chinês quando comparados os pacotes voltados para segurança.

JAC E-J7 não tem assistência de permanência em faixa ou outros itens de segurança (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

4. Ar-condicionado

O segundo dos motivos para não comprar o JAC E-J7 é o mesmo que já apontamos em outros dois modelos da marca, os “irmãos” E-JS4 e T60 Plus Turbo, SUVs que se distinguem apenas pelo propulsor (elétrico no primeiro e térmico no segundo). Estamos falando do ar-condicionado.

Não que o acessório seja completamente ineficaz, mas a escolha, talvez estética, por saídas de ar menores, prejudica a melhor refrigeração da cabine, principalmente em dias mais quentes.

Saídas dianteiras do ar-condicionado são pequenas e não refrigeram o suficiente (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

3. Teto envelopado

O terceiro dos 5 motivos para não comprar o JAC E-J7 também é estético e, na verdade, adotado pela maior parte das montadoras que oferecem aos clientes a opção de um teto na cor diferente da carroceria do carro.

A JAC, ao contrário da Nissan, por exemplo, opta pelo envelopamento do teto ao invés da pintura desta parte do carro. No E-J7 testado pelo Canaltech, foi possível notar que, apesar de muito novo (tem pouco mais de 4 mil km rodados), o acessório já está desgastado em alguns pontos.

O teto preto dá um toque especial ao design, mas a qualidade do envelopamento é questionável (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

2. Direção muito “mole”

O quarto item da nossa lista é curioso, pois não foi notado durante todas as (muitas) voltas que a reportagem do Canaltech deu na pista em Tuiuti durante o evento de lançamento do sedan no Brasil.

A direção do carro elétrico, ao contrário do que percebemos no E-JS4, SUV que, em teoria, seria “pior” nas curvas, é extremamente leve, principalmente quando o modo “Eco” de condução é o selecionado.

Isso é ruim, principalmente porque em altas velocidades ela não fica mais “pesada”, como ocorre na direção progressiva, tornando o carro mais difícil de ser controlado. Quando a opção “Sport” é a escolhida, no entanto, o problema diminui sensivelmente, mas o gasto de energia é maior, e a autonomia, menor.

A direção do JAC E-J7, principalmente no modo “Eco”, é muito leve, e deixa a condução comprometida (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

1. Tempo de espera

O último dos 5 motivos que podem fazer você não querer comprar o JAC E-J7 é algo que não está diretamente ligado ao carro, mas à logística da montadora em trazer o modelo para o Brasil: o tempo de espera entre a compra e a entrega.

Segundo a JAC, dependendo da cor escolhida, o cliente poderá ter que esperar até 90 dias para, efetivamente, colocar o carro na garagem. Quem optar pelo branco, como o cedido para a reportagem, esperará cerca de 30 dias.

Adaptando o jargão popular “quem casa, quer casa”, podemos cravar que “quem compra carro, quer carro” e, certamente, esperar entre um e três meses para usufruir dele após gastar quase R$ 260 mil não é algo muito agradável.



Veja mais